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(A) :: Acampada do Porto monta lona e quatro grandes tendas na Praça D. João I para se proteger da chuva e continuar protestos pela habitação

Acampada do Porto monta lona e quatro grandes tendas na Praça D. João I para se proteger da chuva e continuar protestos pela habitação

Novas tendas e lona negra foram montadas durante a madrugada. Os protestos contra a crise na habitação começaram a 10 de outubro e já causaram dezenas de detenções e feridos.

Agência Lusa
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A Acampada do Porto montou esta sexta-feira, na Praça D. João I, uma lona suportada por cabos de aço e quatro grandes tendas fechadas de apoio logístico, constatou a Lusa no local.

A montagem das novas estruturas, desenhadas para serem mais capacitadas para aguentar os efeitos da chuva que já caiu no Porto, começou durante a madrugada.

Pelas 18h30, na Praça D. João I, decorrem trabalhos logísticos de montagem de equipamentos para a assembleia popular, cuja mesa ficará albergada debaixo de duas grandes tendas pretas.

Outras duas tendas iguais estão alinhadas na parte oeste da Praça D. João I, dando continuidade à cantina popular que ali se tem instalado e fornecido refeições a centenas de pessoas por dia.

Já o posto médico está também a ser montado, mas com a habitual tenda branca aberta.

Por cima de algumas tendas de campismo usadas pelos manifestantes para pernoitar, que permanecem há vários dias consecutivos na praça, foi instalada uma lona negra, conferindo uma proteção adicional à Acampada.

Cerca das 22h30, a lona acabou por ser retirada, na sequência de ter caído devido à intensidade da chuva que se faz sentir na noite desta sexta-feira no Porto.

Pelas 23h00, também as duas tendas maiores utilizadas para abrigar a mesa da assembleia popular tinham já sido retiradas.

Não havia também presença visível de forças policiais.

Os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades.

A atuação da PSP para dispersar as acampadas e retirar as tendas no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, levou a dezenas de detenções e provocou dezenas de feridos, motivando críticas de vários quadrantes.

O Ministério Público pediu entretanto ao Tribunal Constitucional para avaliar a constitucionalidade da norma de 1974 que estabelece que uma manifestação tem como limite horário as 00h30.

Os manifestantes exigem, entre outras coisas, a reversão da nova lei do arrendamento, um travão à aquisição de habitação por parte dos fundos imobiliários e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.