Cheias e inundações, devido à chuva persistente. Deslizamentos de terras e derrocadas, por causa dos solos saturados. Lençóis de água na estrada, que tornam o piso escorregadio, por causa da quantidade de água que pode cair. Queda ou arrastamento de objetos e estruturas, por causa da chuva e do vento forte. E acidentes junto à costa, devido às ondas que podem ser de 4 a 4,5 metros. Este é o alerta da Proteção Civil à população devido ao agravamento do estado do tempo provocado pela tempestade Bruna.
São esperados, nos próximos dias, períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada, vento forte nas terras altas e no litoral Norte e Centro e agitação marítima, com ondas de sudoeste que poderão atingir os 4,5 metros. A Proteção Civil alerta sobretudo para os efeitos da precipitação persistente e forte, que poderá provocar cheias e inundações rápidas, sobretudo nas zonas urbanas mais vulneráveis e em locais onde os sistemas de drenagem estejam obstruídos.
Outro dos riscos é a saturação dos solos, porque dificulta o escoamento da água, o que pode provocar acumulações nas estradas, os lençóis de água. Essa infiltração da água nos terrenos aumenta também a instabilidade das encostas, com o perigo de deslizamentos de terras e derrocadas, sobretudo em áreas onde tenha sido removida a cobertura vegetal, por exemplo onde tenham existido incêndios.
https://observador.pt/2026/11/05/bruna-ipma-confirma-tempestade-e-admite-mais-de-200-mm-de-chuva-modelos-chegam-aos-300-mm-e-o-atlantico-prepara-novas-ameacas/
A ANEPC recomenda que as pessoas, com tempo — o pior do temporal chega domingo à tarde — mantenham os sistemas de escoamento das águas pluviais desobstruídos e não façam atividades junto de linhas de água, especialmente em zonas com histórico de inundações.
É aconselhado ainda que não se estacionem carros ou outros veículos em locais habitualmente inundáveis e que não se atravessem zonas cobertas de água, devido ao risco de arrastamento de pessoas e automóveis, e por poderem existir buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.
Nas áreas mais vulneráveis, o ideal é que animais, veículos, equipamentos e outros bens sejam retirados para locais seguros.
Por causa do vento forte, a Proteção Civil pede também que sejam fixados objetos em varandas e espaços exteriores, incluindo vasos e mobiliário de jardim, e reforçadas janelas, estores e estruturas suspensas. A circulação e o estacionamento junto de árvores devem ser evitados sempre que exista risco de queda de ramos ou árvores.