Depois dos aviões, foram vários os órgãos de comunicação social na Irlanda que interromperam as suas atividades e emissões esta sexta-feira após ameaças de bombas nas instalações. Funcionários foram retirados dos escritórios e estúdios para que a polícia local pudesse investigar os casos, noticiou o The Guardian.
Por volta das 8h33 do horário local, foi enviado um email com uma ameaça de bomba à rádio pública RTÉ. O autor da mensagem, que não foi identificado até ao momento, afirmava que “uma explosão” ocorreria num prazo de 45 minutos, disse o jornalista David McCullagh, que desligou o microfone antes de deixar o estúdio em que estava a trabalhar e programou músicas para a emissão na rádio durante a sua ausência.
Após o prazo referido, não houve qualquer explosão. A polícia esteve no local com cães que auxiliaram nas buscas por artefactos explosivos, mas nada foi encontrado. O diretor-geral da RTÉ, Kevin Bakhurst, considerou-o um “ataque vergonhoso contra a comunicação social e contra a imprensa livre“.
Ameaças de bombas também foram enviadas a outros meios de comunicação social das empresas Virgin (de canais televisivos), Bauer (do setor de rádios) e da Mediahuis (que tem entre as suas publicações o Irish Independent, o jornal diário de maior circulação na Irlanda).
O Governo da Irlanda publicou um comunicado na sua página da internet, onde afirma serem “muito graves” as ameaças feitas esta manhã naquele país. “Surgem no seguimento da contínua perturbação na aviação por toda a Europa causada por ameaças semelhantes, e parece provável que se trate de uma campanha de perturbação coordenada”, lê-se na nota à imprensa.