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(A) :: "Possivelmente não ajudei a equipa com alterações que fiz, pensei no jogo de domingo cedo demais", assume Marco Silva

"Possivelmente não ajudei a equipa com alterações que fiz, pensei no jogo de domingo cedo demais", assume Marco Silva

Treinador do Benfica gostou da exibição da equipa, tanto na 1.ª parte como na reação ao golo sofrido, mas reconheceu que adaptação de Palhinha a central não ajudou — e deixou mais elogios a Prestianni

Mariana Fernandes
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Quatro jornadas, quatro vitórias. Ao vencer o Lech Poznan esta quinta-feira na Luz e juntando os triunfos contra AC Milan, Celtic e Omonia, o Benfica manteve o registo perfeito na Liga Europa e já é líder da classificação da fase de liga: tem os mesmos 12 pontos que Bournemouth e Ferencváros, mas vantagem na diferença de golos. Ou seja, tem também o apuramento direto para os oitavos de final praticamente assegurado.

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Dias depois de uma exibição que não convenceu contra o Alverca, Marco Silva voltou a empreender a habitual revolução entre Campeonato e Liga Europa no onze inicial. Os encarnados começaram bem e marcaram cedo, aumentaram a vantagem na segunda parte, mas sentiram um golo sofrido na sequência de um erro de Enzo Barrenechea e tiveram de juntar as tropas antes de fechar as contas através de Sudakov. No fim, após o apito final, o treinador português fez uma breve análise ao jogo.

“Uma vitória totalmente justa, fomos claramente a melhor equipa. Quatro jogos, quatro vitórias. Jogando competições europeias, e independentemente da competição em que estamos, temos de ter sempre o ‘mindset’ certo. Mudar de uma segunda para uma quinta-feira e perceber logo o que temos de fazer… A primeira parte teve momentos bons da nossa equipa, controlámos, jogámos no meio-campo ofensivo. E em algumas vezes o controlo é tão grande que depois perdemos a noção do momento de controlar a bola ou de atacar o meio-campo ofensivo. Sabíamos que o Lech ia construir assim, com muitos jogadores em zona baixa, a rodar os três do meio-campo, e depois é difícil arranjar os momentos para a pressão. Mas mantivemos o bloco médio e não criaram praticamente nada”, começou por dizer.

“Na segunda parte temos boas oportunidades, momentos de ataque rápido em que podíamos ter acabado com a história. Depois mexemos para nos dar alguma da calma que precisávamos. Optámos também por poupar o Claudio [Echeverri] e descansar o meio-campo. E aí a equipa começa a acalmar. Fazemos o 2-0 e depois cometemos um erro. É óbvio que para ir ao jogador livre temos de ver onde está a pressão, e temos de continuar a trabalhar. E aquilo abanou um pouco a equipa. Eu se calhar não ajudei com as alterações que fiz. Precisei de tirar o Tomás e adaptar o João, comecei a pensar no jogo de domingo cedo demais e quis fazer uma adaptação… E possivelmente também não ajudei a equipa com a alteração que fiz. Tive de adaptar um jogador e, possivelmente, precisávamos de mais estabilidade. Abanámos ali um pouco, mas depois reagimos, fizemos o 3-1 e matámos o jogo. Não é fácil estar sempre a ganhar nesta competição e estou satisfeito”, atirou.

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Mais à frente, o treinador encarnado comentou a exibição de Prestianni, que saltou do banco para marcar. “É um grandíssimo talento, um grandíssimo jogador e está a dar passos cada vez mais certeiros para expressar todo o potencial que tem. Muito satisfeito hoje mais uma vez. O Schjelderup também o fez na primeira parte e o Prestianni depois entrou com a mesma função. Não é só o momento defensivo, é tudo o que faz. Sente que o estádio está com ele e está num momento excelente. Temos vindo a falar sobre algumas coisas que acabam por acontecer no jogo e isso dá-lhe mais confiança. É continuar a trabalhar da mesma forma”, sublinhou.

Por fim, Marco Silva agradeceu o apoio dos adeptos, sendo que foi muito aplaudido pelas bancadas do Estádio da Luz depois do apito final. “O mesmo que os jogadores sentem. Num clube desta dimensão a exigência é enorme. Para nós é muito importante sentir que vêm jogar com a equipa, apoiar. Precisam de que a equipa ganhe jogos. Temos feito com que eles acreditem e isso é o mais importante e difícil. E, depois, claro que esperam resultados. Quando estamos nesta casa temos de perceber que o futebol é assim. Mas mesmo quando abanámos vimos quem é que puxou pela equipa”, terminou.

Já Sudakov, que foi titular e marcou o terceiro e último golo dos encarnados, mostrou-se naturalmente satisfeito. “Para mim é muito importante marcar pelo Benfica na Luz. Faço o meu trabalho e tento ajudar. Quero continuar a trabalhar arduamente. O mais importante é que ganhámos. É uma sensação fantástica. Hoje mudei de posição, comecei como ‘8’, o que me obrigou a defender mais vezes. Conseguimos uma boa exibição. Consegui pressionar e ganhar vários cortes. Eu sei que sou um número ’10’, sei que tenho de ter números, golos e assistências, mas confio no processo, no meu trabalho e em mim”, garantiu o médio ucraniano.

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