O The World’s 50 Best, cujo nome agora foi encurtado para The 50, anunciou na quarta-feira em Lima, capital do Peru, a lista dos cinquenta melhores restaurantes fine dining do mundo de 2026. Na lista, que é alargada para 100 restaurantes distinguidos, o espanhol Asador Etxebarri, em Atxondo (País Basco), recuperou a liderança — que no ano passado foi ocupada pelo peruano Maido. O espaço é reconhecido pela premiação desde a primeira edição, em 2008, e está entre os dez melhores há dez anos.
No segundo lugar da lista, está o Gaggan, de Banguecoque, seguido pelo Alchemist, de Copenhaga, em terceiro. Nesta edição, é a primeira vez que restaurantes da Ásia ocupam três posições entre os dez melhores. Em quase vinte anos de premiação, o Gaggan alcançou o maior destaque entre todos os participantes daquela região, que este ano tem 14 restaurantes mencionados.
O único português participante é o Belcanto, de José Avillez. Na passada edição, o restaurante lisboeta ocupava a 42.ª posição, tendo neste ano caído 33 lugares na lista, mas mantém-se entre os melhores do mundo na lista alargada do guia, ocupando agora a 75.ª posição. Da América do Sul, destacam-se o Peru e o Brasil, com quatro restaurantes de cada um dos países incluídos na lista de 100 lugares.
A Europa continua a liderar em número de restaurantes reconhecidos: há 21 listados entre os 50 melhores. Os “restaurantes de destino” e aqueles “em alguns dos cantos mais remotos”, refere o The 50, são os que mantêm o continente em destaque. “O elemento comum que une estes restaurantes é o facto de o terroir, a natureza e a sustentabilidade estarem no seu cerne”.
Apesar de muitos dos premiados já não serem estreantes, ainda há espaço para os novos lugares e aqueles que investem em inovações: da lista de 50 lugares, foram reconhecidos 31 que abriram portas ou fizeram mudanças nas suas cartas e instalações nos últimos cinco anos.