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(A) :: "Não foi uma decisão fácil, mas é a decisão certa". Miguel Stilwell de Andrade deixa presidência executiva da EDP em 2027

"Não foi uma decisão fácil, mas é a decisão certa". Miguel Stilwell de Andrade deixa presidência executiva da EDP em 2027

Miguel Stilwell de Andrade comunicou a indisponibilidade para um terceiro mandado enquanto presidente executivo. EDP prepara sucessão para 2027. Também Vera Pinto Pereira deixa a administração.

Ana Suspiro
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Miguel Stilwell de Andrade vai deixar o cargo de presidente executivo da EDP. O próprio comunicou ao conselho geral e de supervisão que não estará disponível para fazer um terceiro mandato enquanto CEO da elétrica.

A EDP informou, em comunicado, que iniciou um processo de transição para a sucessão de Stilwell de Andrade que irá continuar em funções até abril do próximo ano. O gestor irá abandonar igualmente a presidência executiva da EDP Renováveis. Também a administradora executiva Vera Pinto Pereira informou a sua intenção de não fazer um novo mandato a partir de 2027. A gestora completa o terceiro mandato na administração da elétrica.

No comunicado enviado esta quarta-feira, Miguel Stilwell de Andrade confidencia que “não foi uma decisão fácil, mas é a decisão certa: no ano em que a EDP celebra o seu 50.º aniversário, numa posição sólida, com uma equipa excecional e um futuro promissor”. O gestor assegura que irá manter “o foco” inteiramente na EDP, na execução do plano da empresa e numa “transição ordeira”, tendo já publicado nas suas redes sociais uma mensagem a explicar o contexto da sua saída.

Miguel Stilwell de Andrade está há mais de 20 anos na EDP. Antes de assumir a presidência executiva em 2020, na sequência da saída de António Mexia, foi administrador financeiro. O gestor foi nomeado para um mandato pela primeira vez CEO em janeiro de 2021. Mas já estava a desempenhar interinamente o cargo há seis meses desde que António Mexia teve de suspender o mandato por ordem judicial, na sequência do inquérito EDP. No total, Miguel Stilwell de Andrade totalizará 15 anos na comissão executiva da EDP.

Antes de chegar à administração, esteve vários anos no departamento de fusões e aquisições da elétrica para o qual foi contratado ao banco de investimento UBS.

Cabe agora à comissão de governo societário do conselho geral e de supervisão conduzir “um processo formal e abrangente de identificação e avaliação de potenciais sucessores”. Este processo está aberto a candidatos internos ou externos e será apoiado por um head hunter, uma empresa internacional especializada no recrutamento de quadros executivos. O objetivo é identificar candidatos que possam ser eleitos na próxima assembleia geral de abril de 2027.

Citado no mesmo documento, António Lobo Xavier, presidente do conselho de supervisão, agradece a cooperação que diz ter sido “profícua na defesa dos interesses da EDP”, considerando que os seus dois mandatos como CEO “permitiram um crescimento notável da sociedade”. Deixa também um agradecimento que estende a Vera Pinto Pereira por ser uma fonte permanente de inspiração, entusiasmo e empenho na EDP.

Lobo Xavier afirma ter “plena confiança neste processo de transição e no futuro da EDP, assente no talento excecional de que a sociedade dispõe, globalmente, a todos os níveis da organização.”