Vários centros regionais do Instituto Francês de Sangue (EFS) foram alvo de um ciberataque na última segunda-feira, dia 2, que afetou os sistemas de controlo das câmaras frigoríficas onde são armazenados produtos sanguíneos, noticiou o jornal Le Monde. As autoridades garantem que não houve perdas de sangue nem consequências para a saúde pública.
O ataque foi confirmado esta quarta-feira pelo Instituto Francês de Sangue (EFS), que explicou, em comunicado, que foram detetadas anomalias nos sistemas de refrigeração de três instalações utilizadas para a preparação e distribuição de produtos sanguíneos.
Os piratas informáticos alteraram os limites de temperatura e de descongelação das câmaras frigoríficas, fazendo-os subir para valores muito elevados, adianta o mesmo jornal francês. Os equipamentos eram geridos por uma empresa prestadora de serviços, cuja identidade não foi revelada pelo instituto.
O EFS assegura, porém, que o ataque foi detetado a tempo de evitar consequências. “Não foi identificado qualquer impacto na saúde e não há perdas de produtos sanguíneos a declarar“, refere na nota. As câmaras frigoríficas armazenavam bolsas de plasma destinadas a transfusões ou ao fabrico de medicamentos, que foram entretanto transferidas para locais seguros.
O Ministério da Saúde francês confirmou, entretanto, que estão em curso investigações para determinar o método utilizado no ataque, identificar todos os equipamentos potencialmente afetados e estabelecer um calendário para retomar, de forma segura, o funcionamento das instalações.
https://observador.pt/2026/11/02/ataque-informatico-atinge-frigorificos-e-congeladores-de-supermercados-na-belgica-luxemburgo-e-suecia/
O incidente ocorreu no mesmo dia em que foram registados ciberataques a frigoríficos e congeladores de supermercados de vários países europeus, incluindo Portugal. Ainda não é possível estabelecer uma ligação entre os ataques.