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(A) :: Eles nem precisam de Nadal para fazer game, set, match: Real Madrid vence AEK com reviravolta

Eles nem precisam de Nadal para fazer game, set, match: Real Madrid vence AEK com reviravolta

Num dia em que se soube que Nadal será proposto para a direção do Real Madrid, a equipa de José Mourinho precisou de lutar muito para vencer o AEK, mas manteve o registo perfeito na Champions (2-3).

Mariana Fernandes
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Que Rafael Nadal é adepto convicto e ferrenho do Real Madrid toda a gente sabia. Que Rafael Nadal é adepto convicto e ferrenho do Real Madrid ao ponto de aceitar entrar na direção dos merengues já era um segredo que só os mais próximos podiam mesmo saber. Mas a verdade é que, num cenário que poucos conseguiriam prever, a segunda opção está mesmo muito perto de se tornar realidade.

Esta quarta-feira, horas antes da visita ao AEK na quarta jornada da Liga dos Campeões, o Real Madrid anunciou que a entrada de Rafael Nadal na direção do clube será proposta aos sócios numa Assembleia-Geral Extraordinária no próximo dia 21 de novembro. “Rafael Nadal, sócio honorário do Real Madrid, é uma das maiores lendas da história do desporto e um dos desportistas espanhóis mais admirados e reconhecidos no mundo inteiro. Para o Real Madrid e para todo o madridismo constitui um enorme orgulho que uma figura da sua dimensão desportiva e humana, uma referência do desporto espanhol e mundial, passe a fazer parte da nossa direção e contribua, com essa responsabilidade, para o presente e o futuro do nosso clube”, pode ler-se na nota dos merengues, que destacam ainda o longo palmarés do antigo tenista.

https://x.com/RafaelNadal/status/2117950318784995834

E Rafael Nadal, através das redes sociais, não demorou a reagir. “Quero agradecer ao presidente Florentino Pérez e à direção por me terem proposto a entrada na direção do Real Madrid. Aceitei esta proposta com muito entusiasmo, vontade de aprender e contribuir com tudo aquilo que puder”, escreveu o espanhol de 40 anos, que deixou os courts no final de 2024 e depois de uma carreira em que conquistou 22 Grand Slams e ainda duas medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos, em singulares em Pequim 2008 e em pares no Rio 2016.

Era neste contexto que, esta quarta-feira, o Real Madrid visitava então o AEK à procura de manter o registo perfeito na Liga dos Campeões: os merengues venceram nas três jornadas iniciais, contra Inter Milão, Roma e RB Leipzig, e alcançar mais três pontos seria deixar o apuramento muito bem encaminhado. Ao mesmo tempo, era também o confirmar de uma fase muito positiva da equipa de José Mourinho, que desde que perdeu com o Atl. Madrid no final de setembro somou seis vitórias consecutivas, incluindo contra o Barcelona em Camp Nou.

Assim, em Atenas, José Mourinho lançava Yan Diomande e Vinícius no apoio a Kylian Mbappé, com Bernardo, Jude Bellingham e Eduardo Camavinga no meio-campo, sendo que Tchouaméni e Arda Güler ficavam de fora da convocatória apenas e só para gerir esforço. Do outro lado, num AEK que tinha uma vitória e duas derrotas em três jornadas, Marko Nikolic apostava no ex-merengue Luka Jovic como referência ofensiva, sendo que o central português Filipe Relvas, antigo jogador do Portimonense e do V. Guimarães, era titular no eixo defensivo. João Mário, internacional português que jogou no Sporting e no Benfica, foi hospitalizado nos últimos dias devido a pneumonia e era baixa nos gregos.

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O AEK entrou bem e corajoso e deixou dois avisos logo nos instantes iniciais, com Mijat Gacinovic (5′) e Harold Moukoudi (10′) a obrigarem Courtois às primeiras intervenções. Ainda dentro do primeiro quarto de hora, na verdade, os gregos tornaram os avisos em realidade: numa transição muito bem desenhada em que a defesa do Real Madrid foi sempre demasiado passiva, Aboubakary Koita apareceu na área e rematou forte para abrir o marcador (12′), tornando-se o primeiro jogador da Mauritânia a marcar na Liga dos Campeões.

Os merengues reagiram ao golo sofrido e até acertaram na baliza antes da meia-hora, mas Jude Bellingham estava em fora de jogo no momento em que desviou um remate de Vinícius (28′). Pouco depois, porém, valeu mesmo: Marc Cucurella desequilibrou na esquerda e cruzou rasteiro para a área, onde Bellingham, com um toque de calcanhar delicioso, surpreendeu a defesa contrária e empatou (32′). O Real Madrid terminou a primeira parte a asfixiar o AEK, com Cucurella, Bernardo e Vinícius a protagonizarem ainda lances de perigo, mas o jogo chegou mesmo ao intervalo ainda empatado.

https://x.com/DAZNPortugal/status/2118046487552631158

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Nenhum dos treinadores mexeu no início da segunda parte e o jogo parecia mais simpático para os merengues, já que os gregos continuavam muito organizados e com os médios próximos do ataque, mas já não conseguiam recuperar defensivamente da mesma maneira. As dinâmicas tornaram-se cada vez mais de sentido único, ainda que sem verdadeiras oportunidades de golo à exceção de um remate perigoso de Éder Militão logo nos instantes iniciais (50′), e Marko Nikolic procurou dar bola à equipa com as entradas de Zini Salvador, Razvan Marin e Barnabás Varga.

José Mourinho mexeu pela primeira vez à entrada para os últimos 25 minutos, colocando Fede Valverde e Endrick, mas os minutos foram passando e nada acontecia, com os espanhóis a somarem remates desenquadrados ou fracos e para as mãos do guarda-redes. Uma das maiores máximas do futebol diz que quem não marca acaba por sofrer e, em Atenas, a ideia voltou a confirmar-se: numa transição rápida letal, Koita arrancou pela esquerda e cruzou rasteiro para a área, onde Pilo, vindo de trás, atirou para recuperar a vantagem dos gregos (75′). 

Logo a seguir, porém, a qualidade individual fez a diferença. Num bom desenho, Dumfries foi lançado na direita e cruzou rasteiro para o poste mais distante, onde Mbappé apareceu lançado a desviar de primeira para empatar novamente (78′). Carlos Espí ainda entrou, Mbappé acertou na trave (86′) e os merengues conseguiram mesmo chegar à reviravolta do costume por intermédio de Fede Valverde, que carimbou o triunfo com um remate de fora de área (90+2′). No fim, o Real Madrid venceu o AEK na Grécia e chegou à sétima vitória consecutiva, mantendo também o registo perfeito na Liga dos Campeões com quatro vitórias em quatro jornadas.

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