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O Presidente ucraniano concedeu à primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, a Ordem da Princesa Olga pelo seu papel no acordo de cessar-fogo alcançado com a Rússia na semana passada na cidade de Oleshky, foi esta quarta-feira anunciado.
“Pela sua significativa contribuição pessoal e atividades em prol dos direitos humanos, visando o resgate de crianças e cidadãos ucranianos afetados pela agressão russa, deportações ilegais e deslocação forçada em territórios ucranianos ocupados, decretei conceder a Melania Trump esta honra”, explicou Volodymyr Zelensky no texto de atribuição da condecoração.
Melania Trump terá atuado como principal mediadora na obtenção da trégua em Oleshky, juntamente com o conselheiro do Presidente ucraniano Mark Beckman, que ajudou a coordenar as operações.
Beckman foi também homenageado com o Prémio Coração de Ouro, de acordo com um decreto publicado no portal da Presidência da Ucrânia.
Na sequência da operação humanitária em Oleshky, a primeira-dama norte-americana vai reunir pessoalmente representantes da Rússia e da Ucrânia na Casa Branca, anunciou na terça-feira o seu gabinete, sem precisar se esta nova iniciativa diplomática de Melania Trump se limitará a questões humanitárias ou se poderão ser abordados outros aspetos do conflito.
Oleshky, situada em Kherson, no sul da Ucrânia, foi ocupada pela Rússia em 2022 e tornou-se um dos símbolos da devastação e da fome provocadas pela guerra.
Devido à sua proximidade com a linha da frente de combate, a população restante — estimada entre 1.700 e 2.000 residentes, na sua maioria idosos — enfrentava uma catástrofe humanitária, marcada pela escassez extrema de alimentos, água potável, cuidados médicos e eletricidade, além de estradas cercadas por minas.
O acordo de Oleshky visou criar uma trégua humanitária na região entre a manhã de 27 de outubro e a noite de 1 de novembro, tendo sido anunciado que o pacto foi conseguido graças a uma intermediação direta da primeira-dama dos Estados Unidos.
Os dois países em guerra concordaram em suspender todas as atividades e bombardeamentos na região durante o período estipulado para garantir a segurança dos acessos, tendo sido feita uma desminagem temporária das estradas de ligação.
Perto de 800 civis foram retirados da cidade, seguindo para a Rússia ou Ucrânia conforme a sua escolha.
O plano contou com o apelo diplomático do Papa Leão XIV e o acompanhamento das respetivas comissões de direitos humanos de ambos os países.
A Ordem da Princesa Olga é uma das condecorações civis mais prestigiadas da Ucrânia, concedida exclusivamente a mulheres por “méritos pessoais excecionais nos domínios da governação/serviço estatal, ciência, educação, cultura, caridade, direitos humanos e outras esferas de atividade social”.