O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) está a acompanhar, desde 2 de novembro, enquanto coordenador operacional e autoridade nacional em matéria de cibersegurança, o incidente que afetou sete lojas do grupo Intermarché em Portugal, disse esta terça-feira fonte oficial.
Neste contexto, “o CNCS tem vindo a trabalhar com a entidade afetada com vista ao restabelecimento da normalidade, estando ainda a decorrer uma fase de análise forense para recolha de indicadores”, de acordo com a mesma fonte.
https://observador.pt/2026/11/02/ataque-informatico-atinge-frigorificos-e-congeladores-de-supermercados-na-belgica-luxemburgo-e-suecia/
No plano europeu, disse que as diferentes autoridades dos países afetados têm partilhado “indicadores de comprometimento para uma melhor ação junto das respetivas vítimas”.
O incidente, que originou um comprometimento dos sistemas de refrigeração dos supermercados Intermarché, “presume-se ter tido origem num acesso não autorizado ao controlador remoto de temperatura destes sistemas, sob a responsabilidade de um fornecedor da cadeia de supermercados”, acrescentou.
De acordo com o CNCS, “a melhor forma de fazer face a uma ameaça deste tipo, passa por manter o firmware destes sistemas sempre atualizado, torná-los, se possível, inacessíveis a partir da internet, robustecer a segmentação das redes IT (sistemas de informação) e de OT (sistemas de tecnologia operacional), bem como investir na modernização e substituição sucessiva dos equipamentos mais antigos”.
A tipologia e impacto são idênticos ao incidente que afetou os sistemas de refrigeração de supermercados, em França, em meados do mês de outubro, estando a ser investigada a sua relação, adiantou a fonte.
Isso está a ser feito “através da partilha de informação nas redes e grupos de cooperação técnica operacional e estratégica dos quais o CNCS faz parte, nomeadamente a Rede Europeia de CSIRT (composta por equipas nacionais de resposta a incidentes de segurança informática dos Estados-Membros da União Europeia) e o EU-CyCLONE (Rede de Organizações de Coordenação de Cibercrises)”.
Um ciberataque afetou sete supermercados Intermarché em Portugal, com alterações na temperatura de frigoríficos e arcas, que levaram à perda de produtos em três destas superfícies, avançaram à Lusa o Grupo Mosqueteiros e a APED.