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(A) :: De Lisboa a Londres: seis voos europeus foram alvo de ameaças de bomba esta terça-feira. Houve aviões desviados e um aeroporto encerrou

De Lisboa a Londres: seis voos europeus foram alvo de ameaças de bomba esta terça-feira. Houve aviões desviados e um aeroporto encerrou

Wizz Air, LOT, Ryanair e SAS estão entre as companhias afetadas. Forças policiais e militares foram mobilizadas e o aeroporto de Modlin, em Varsóvia, chegou a encerrar. Nenhum engenho foi encontrado.

Edgar Caetano
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Manuel Nobre Monteiro
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Pelo menos sete aviões foram alvo de ameaças ou operações de segurança nas últimas 24 horas, incluindo um voo da Ryanair que aterrou em Roma proveniente de Lisboa. Os incidentes envolveram várias companhias aéreas e levaram à alteração de rotas, à realização de buscas a bordo e à mobilização de forças policiais e militares, incluindo a escolta de algumas aeronaves por caças.

O primeiro caso foi registado na segunda-feira, quando um avião da companhia aérea húngara Wizz Air, que fazia a ligação entre Londres e Sófia, recebeu uma ameaça de bomba durante o voo. A aeronave foi desviada para Budapeste, onde aterrou de emergência, escoltada por um caça das Forças Armadas húngaras.

“O voo da Wizz Air com destino a Sófia e proveniente de Londres recebeu uma ameaça de bomba, pelo que interrompeu a sua rota original e solicitou autorização para aterrar no aeroporto internacional de Budapeste”, anunciou o ministro da Defesa húngaro, Romulusz Ruszin-Szendi, numa publicação no Facebook.

https://observador.pt/2026/11/02/voo-da-wizz-air-alvo-de-ameaca-de-bomba-aterrou-de-emergencia-em-budapeste/

Já esta terça-feira, um Boeing 737 MAX da companhia aérea polaca LOT, que fazia a ligação entre Londres e Varsóvia (aeroporto Frédéric Chopin), foi também desviado na sequência de uma ameaça de bomba. De acordo com a imprensa polaca, o avião, que transportava 181 pessoas, aterrou às 10h01 locais (09h01 em Lisboa) no aeroporto de Varsóvia/Modlin, depois de ter sido emitido um alerta sete minutos antes.

Após a aterragem, a aeronave foi encaminhada para uma zona isolada do aeroporto, onde ficou à espera das instruções das autoridades e das equipas de desativação de explosivos. O aeroporto chegou a ser fechado, embora os passageiros tenham podido começar a desembarcar enquanto decorriam as operações de segurança.

A operação prolongou-se por cerca de três horas e envolveu bombeiros, polícia e guardas-fronteiriços. Um cão especializado na deteção de explosivos não encontrou qualquer engenho, tendo as autoridades confirmado que não houve feridos e que a situação estava controlada.

Também esta terça-feira, um avião da Ryanair que fazia a ligação entre Manchester, no Reino Unido, e Múrcia, em Espanha, foi alvo de uma ameaça. O voo FR4116 aterrou em segurança no destino, onde os 114 passageiros e os sete tripulantes desembarcaram sem incidentes, noticiou o britânico The Independent.

Outro alerta envolveu um avião proveniente de Israel que aterrou no aeroporto de Sófia, na Bulgária. Segundo os meios de comunicação locais, foram mobilizadas unidades antiterroristas para inspecionar o avião e procurar eventuais engenhos explosivos. A informação foi avançada por Lyubomir Nikolov, secretário-geral do Ministério do Interior búlgaro, citado pela agência noticiosa BTA.

O quinto caso envolveu um avião da companhia aérea escandinava SAS, que partiu de Copenhaga com destino a Varsóvia. A aeronave aterrou em segurança esta terça-feira, depois de ter recebido uma ameaça cujo teor não foi divulgado. A companhia confirmou que os passageiros já tinham desembarcado.

“Podemos confirmar que foi feita uma ameaça contra o voo SK751, que fazia a ligação entre Copenhaga e Varsóvia. A aeronave aterrou normalmente em Varsóvia e os passageiros já desembarcaram”, informou a SAS, citada pela agência noticiosa Reuters.

A estes casos juntam-se mais dois voos da Ryanair, um proveniente de Lisboa e outro de Dublin, que foram alvo de buscas no aeroporto de Roma-Fiumicino, em Itália, após alertas anónimos sobre possíveis ameaças de bomba, noticiou a BBC.

Especialistas em desativação de explosivos da polícia italiana realizaram inspeções aos dois aviões, às bagagens e aos passageiros, seguindo os procedimentos de segurança habituais. Não foram encontrados quaisquer engenhos explosivos e os alertas foram entretanto dados como resolvidos.

O voo proveniente de Dublin (FR9611) foi escoltado pela Força Aérea italiana até à aterragem, em Roma.