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"Rebelião" para saquear o Colombo? Três jovens levados para a esquadra enquanto filmavam vídeo em loja

Grupo de dez jovens entrou em loja a gravar vídeo, numa altura em que circulavam apelos nas redes sociais para saquear Centro Comercial Colombo. PSP reforçou presença nas imediações do shopping.

José Carlos Duarte
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Agência Lusa
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Dez jovens vestidos de escuro fizeram soar os alarmes no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, ao entrarem numa loja de desporto a filmarem um vídeo em direto. Esta ação surgiu num momento em que foram feitos apelos nas redes sociais a saques e “rebelião” no shopping na sequência da iniciativa “Apelo à Rebelião”.

No local, segundo adiantou a CNN Portugal, a Polícia de Segurança Pública (PSP) dispersou o grupo: três jovens foram identificados e conduzidos à esquadra, enquanto os restantes sete abandonaram o centro comercial. Já no domingo, em comunicado, a PSP indica que “procedeu à identificação de três jovens no interior de uma das superfícies comerciais, por se encontrarem dentro de uma loja, a filmar para as redes sociais”. Foram detidos dois jovens com 16 anos de idade e à identificação de outros 3 menores, entre os 14 e os 15 anos, no exterior de um centro comercial, “pela prática do crime de roubo praticado na via pública, com recurso a ameaça”, tendo sido possível “recuperar o casaco furtado e ainda apreender uma máscara e uma balaclava que os detidos usavam para ocultar a identidade”.

A PSP indica ainda que foram identificados dois menores, com 14 e 15 anos, que “tinham na sua posse 64 artefactos pirotécnicos e identificados mais quatro jovens entre os 14 e os 17 anos de idade, pela posse de garrafas de ácido muriático e papel de alumínio”.

Às 17h30, segundo informações nas redes sociais, estava prevista uma convocatória para uma rebelião, que teria como objetivo invadir lojas do centro comercial e saqueá-las.

À exceção deste episódio, até ao momento, não houve registo de qualquer movimentação com estas características. Ainda assim, a PSP reforçou a sua presença junto do centro comercial. À agência Lusa, a comissária Ana Carvalho confirmou o reforço dos agentes no local, explicando que se tratava de “um reforço de policiamento tendo em conta aquilo que surgiu nas notícias e nas redes sociais”. Adiantou também que foi “a própria gestão do Colombo que solicitou reforço do espaço”.

Entretanto, fonte oficial do Centro Colombo disse à Lusa, por escrito, que “tem conhecimento dos conteúdos a circular nas redes sociais, estando o assunto entregue às autoridades competentes para averiguação e atuação”.

Vários operacionais da Polícia de Segurança Pública (PSP) marcaram este sábado presença no centro comercial, em Benfica, Lisboa, depois de esta força policial ter referido durante a tarde que estava a monitorizar os apelos a uma alegada “rebelião” em vários centros comerciais da cidade de Lisboa.

Anteriormente, fonte da PSP também tinha indicado à Lusa que, na sequência de apelos a uma alegada “rebelião” que circulam nas redes sociais, houve centros comerciais da cidade de Lisboa que solicitaram o reforço dos agentes da PSP que normalmente se encontram a garantir a segurança em serviço remunerado, vulgarmente conhecido como serviço gratificado, que é prestado por agentes fora do seu horário normal de trabalho, a pedido de entidades públicas ou privadas.

Sem dispor de dados concretos do reforço pedido e para que centros comerciais, a mesma fonte indicou que não foi alocado um dispositivo especial da PSP para responder a esta situação, mas a polícia está atenta e a monitorizar e, se for chamada a qualquer ocorrência, irá intervir.

Na última semana viralizaram nas redes sociais e foram notícia apelos e cartazes sobre uma alegada “rebelião” no Centro Colombo, convocada para este sábado, dia 31 de outubro, pelas 17h30, tendo como objetivo a “invasão” e saque de lojas, como a JD Sports, e a “vandalização” daquele espaço comercial.

O tema ganhou destaque com as denúncias feitas por várias contas de responsáveis do partido Chega e de grupos nas redes sociais, que amplificaram os alegados apelos à rebelião que estariam a circular no TikTok e em redes fechadas como grupos de WhatsApp.

(Notícia atualizada domingo às 8h56)