A Rodoviária do Alentejo “está a avaliar” as causas do despiste do autocarro perto de Baleizão, no concelho de Beja, sublinhando que vai “prestar todo o apoio” aos familiares do motorista e passageiros feridos, revelou esta sexta-feira a empresa.
Em comunicado, a Rodoviária do Alentejo lamenta o acidente ocorrido na Estrada Nacional 260 (EN260), do qual resultou a morte do motorista e ferimentos em sete passageiros, dois dos quais graves.
“Um autocarro operado pela Rodoviária do Alentejo, ao serviço da Rede Expressos, esteve na origem de um acidente, ocorrido esta manhã, perto de Baleizão, no Alentejo, do qual há a lamentar a morte do condutor, ainda dois feridos graves e cinco ligeiros, os únicos ocupantes da viatura”, lê-se no documento.
Afirmando que “está a avaliar o que esteve na origem do acidente”, a empresa adiantou que “tudo indica pelas informações prestadas pelos passageiros” que o motorista “foi vítima de uma doença súbita” que o levou a “perder o controlo da viatura, despistando-se em seguida”.
“A Rodoviária do Alentejo irá prestar todo o apoio aos familiares do nosso motorista e aos restantes passageiros feridos e respetivas famílias”, acrescentou.
A Rede Expressos também já se pronunciou através das redes sociais lamentando o falecimento do condutor que esteve mais de 25 anos ao serviço da empresa.
“É com profunda tristeza que lamentamos o falecimento do condutor Fernando Caeiro, que esteve mais de 25 anos ao serviço da Rede Expressos”, pode ler-se numa publicação de 24 horas na rede social Instagram.
O alerta para o acidente foi dado às 08h35 e o trânsito na EN260 foi cortado nos dois sentidos.
A Estrada Nacional 260 já se encontra “totalmente reaberta” ao trânsito, com a remoção do autocarro que se encontrava tombado numa das bermas, informou fonte da GNR.
Em declarações à agência Lusa, fonte do Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana (GNR) afirmou que “o autocarro já foi rebocado”, encontrando-se a “estrada totalmente reaberta” e a funcionar dentro da normalidade.
O Núcleo de Investigação de Crimes em Acidentes de Viação (NIVAC) da GNR esteve no local a averiguar as causas do acidente.
O autocarro fazia o percurso de Vila Verde de Ficalho, no concelho de Serpa, para Sete Rios, em Lisboa, e, segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Beja, transportava passageiros de Vila Verde de Ficalho e de Serpa e deveria “apanhar mais pessoas” em Baleizão e Beja.
De acordo com o comandante, Pedro Barahona, a vítima mortal tinha 51 anos.
Fonte da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), à qual pertence o Hospital de Beja, disse terem entrado naquela unidade de saúde os sete feridos provenientes do acidente, nomeadamente quatro mulheres e três homens, um deles estrangeiro, com idades “entre os 21 e os 70 anos”.
Os dois feridos graves são um homem e uma mulher, ambos de 70 anos, e “deram entrada no bloco operatório”, acrescentou.
O comandante dos Bombeiros de Beja precisou à Lusa que estes dois feridos graves “sofreram amputações”.
O Observador sabe que os dois feridos ligeiros já tiveram alta e que os idosos, feridos gravemente, não correm risco de vida.
O acidente mobilizou 63 operacionais, apoiados por 26 viaturas e o helicóptero, incluindo meios dos bombeiros, GNR e Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, já apresentou em seu nome e do Governo as condolências e solidariedade à família e amigos da vítima mortal do acidente com um autocarro em Beja, agradecendo aos profissionais envolvidos nas operações de socorro.
O Presidente da República também já expressou consternação pelo acidente, apresentando condolências à família e amigos, referindo estar a acompanhar a situação desde manhã, numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.
Nesta mensagem, o chefe de Estado “deseja a melhor recuperação aos feridos, reiterando a sua empatia para com todos os envolvidos”.
António José Seguro “agradece à autarquia o acompanhamento prestado e louva, mais uma vez, as mulheres e os homens que sob o comando da Proteção Civil Regional acudiram prontamente com os meios de socorro”.
“O Presidente da República enaltece, outra vez e sempre, o espírito de solidariedade, coesão e entreajuda dos portugueses nestes momentos difíceis”, lê-se ainda na nota.