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(A) :: Talibãs proíbem fogo de artifício em casamentos e outras festas por "angústia psicológica"

Talibãs proíbem fogo de artifício em casamentos e outras festas por "angústia psicológica"

Produzir, importar, vender ou usar fogos de artifício passa a ser crime no Afeganistão. Talibãs argumentam que provocam "medo e angústia psicológica" na população,

Agência Lusa
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As autoridades talibãs do Afeganistão proibiram na terça-feira o uso de fogos de artifício e outros materiais semelhantes em casamentos, festas e celebrações, sob a justificação de que provocam “medo e angústia psicológica” na população.

As autoridades alertaram que haverá sanções para quem não cumprir a medida.

O Ministério para a Promoção da Virtude, Prevenção do Vício e Atendimento de Queixas divulgou, em comunicado, que, a partir de agora, está “completamente proibido” o uso de fogo de artifício ou substâncias que possam gerar medo ou mal-estar entre os cidadãos durante este tipo de eventos.

O organismo instou ainda a população, os proprietários de hotéis e os comerciantes a absterem-se de produzir, importar, vender ou distribuir estes produtos, segundo informou a emissora afegã TOLO news.

As autoridades alertaram que aqueles que violarem a proibição estarão sujeitos a medidas legais, em conformidade com as leis e regulamentos da sharia (lei islâmica) em vigor no Afeganistão.

O ministério é o principal órgão encarregado de supervisionar o cumprimento das normas sociais e religiosas impostas pelos talibãs desde o seu regresso ao poder, em agosto de 2021.

Embora os fundamentalistas não detalhem todos os critérios para a proibição, as Nações Unidas alertaram, em vários relatórios, para o profundo impacto psicológico que o conflito deixou na população afegã, resultando em elevados níveis de ansiedade, stress e outros distúrbios ligados à exposição prolongada à violência da guerra.

A nova medida junta-se a outras restrições impostas pelos talibãs às celebrações desde o início da sua governação, incluindo limitações ao uso de música em casamentos e salões de festas.

As autoridades consideram a música contrária à sua interpretação da lei islâmica, e o Ministério para a Promoção da Virtude, Prevenção do Vício e Atendimento de Queixas tem fiscalizado e punido a sua reprodução em espaços públicos e privados.