A manifestação era pelo direito à habitação, mas muitas das mensagens pintadas em cartazes, e que se viram frente à Assembleia da República, focavam a crítica na ação da polícia sobre a Acampada em Lisboa e no Porto.
https://observador.pt/liveblogs/manifestantes-detidos-conhecem-hoje-decisao-do-mp-protestos-pela-habitacao-marcados-para-junto-ao-parlamento/
Na segunda-feira, o objetivo assumido do Movimento Acampada era chegar à Assembleia ao final da tarde e montar tendas — foi isso que foi votado e aprovado em assembleia popular. Seria um “ato simbólico” que deixava em aberto a possibilidade de o acampamento se prolongar noite dentro.
Não aconteceu. Sem votação, um elemento da organização da Acampada pegou no microfone e ditou a falta de “condições” para acampar na Rua de São Bento.
Ainda assim, ao longo de mais de cinco horas, foram desfilando cartazes sobre o “luxo” que é conseguir ter uma casa para morar; críticas às “agressões” da PSP — referência às três cargas policiais das últimas duas semanas, em Lisboa e no Porto; e apelos ao “diálogo” entre os partidos para facilitar o acesso à habitação.