Há pouco mais de um ano, os lisboetas fizeram uma escolha clara. Deram-nos um mandato para fazer Lisboa avançar, resolver desafios estruturais e transformar ambição em resultados. Um mandato exigente: trabalhar, decidir e concretizar.
Um ano de responsabilidades executivas reforçou a nossa convicção essencial: governar é fazer escolhas, assumir responsabilidades e ter a coragem de mudar o que não funciona.
Foi isso que fizemos. Acelerámos decisões, lançámos reformas e enfrentámos problemas que se arrastavam há demasiado tempo.
Começámos pela própria Câmara Municipal. Na gestão dos recursos humanos, realizámos uma reforma estrutural: as nomeações para cargos dirigentes passam a ser feitas por concurso. Queremos promover o mérito, as oportunidades e a transparência. A modernização da cidade começa na instituição que a governa. Temos de ser os primeiros a dar o exemplo.
Também no património decidimos romper com o imobilismo. Não faz sentido acumular ativos sem utilização quando precisamos de recursos para melhorar infraestruturas e serviços. A inércia não é prudência. É desperdício. Por isso, está em curso a alienação de um primeiro lote de terrenos que estavam sem utilização, o que permitirá gerar uma receita superior a 50 milhões de euros, integralmente destinada a investimento.
No espaço público, lançámos o Viva a Rua, um programa de qualificação e alargamento do espaço pedonal, em convivência equilibrada com a circulação viária. Começámos pelo Chiado, valorizando aquela zona histórica para comerciantes, moradores e visitantes. Sem guerras ideológicas nem radicalismos. Com bom senso e atenção à forma como as pessoas vivem a cidade. É esse caminho que queremos levar a outros bairros, estimulando a participação das comunidades.
Também enfrentámos problemas que Lisboa se habituara a considerar inevitáveis, como a desorganização nos táxis à chegada ao aeroporto. Finalmente introduzimos tarifas fixas, pagamentos eletrónicos e melhores condições de serviço. Trouxemos segurança, conforto e previsibilidade. A nossa posição é simples: Lisboa tem de estar ao nível das melhores capitais europeias.
Na CARRIS, mudámos o Conselho de Administração, exigimos novas políticas de segurança, e acelerámos a renovação tecnológica da frota. Apresentámos o modelo futuro para o Elevador da Glória, na linha do melhor que se faz no mundo no domínio dos funiculares históricos. Os transportes públicos têm de ser fiáveis e merecedores da confiança dos lisboetas.
Na mobilidade ciclável, estamos a aumentar e requalificar a rede de ciclovias. Lançámos a nova app da GIRA, melhorando a experiência do utilizador, e assumimos uma meta: até 2029, todos os lisboetas estarão a menos de 15 minutos a pé de uma estação GIRA. A sustentabilidade constrói-se com alternativas que funcionam, não com slogans.
Foi com o mesmo pragmatismo que decidimos terminar com as trotinetas partilhadas. Basta de estacionamento descuidado, passeios bloqueados e riscos permanentes para peões e condutores. Não somos contra a inovação nem contra a mobilidade suave. Somos contra aquilo que, na prática, não funciona. Governar é também estabelecer limites e corrigir modelos que não servem o interesse comum.
Estes são exemplos de decisões em áreas distintas, mas todas assentam na mesma ideia: governar é escolher. Trilhar um caminho firme. Incentivar o mérito. Transformar património improdutivo em capacidade de investimento. Qualificar o espaço público sem trincheiras ideológicas. Proporcionar melhores transportes. Renovar infraestruturas. Criar alternativas sustentáveis que uncionem.
Queremos uma Lisboa mais moderna, organizada, eficaz e segura. Uma cidade que valoriza o talento, promove o investimento e proporciona qualidade nos serviços. Sem preconceitos ideológicos, sem resignação perante a burocracia, e sem a cultura do adiamento.
Sabemos que anunciar não é concretizar. Lançar uma reforma não é concluí-la. Apresentar um projeto não é executá-lo. Por isso, o nosso foco continuará a ser o mesmo: concretização, concretização, concretização.
Esta cultura de exigência e ação começa na liderança de Carlos Moedas. Próximo das pessoas, construtivo nas soluções e mobilizador das equipas. Acredita no talento, na iniciativa e na capacidade de Lisboa para competir com as melhores cidades do mundo.
Temos muito pela frente. Reformas para aprofundar, investimentos para concretizar e problemas complexos para tratar. Mas este arranque de mandato já marcou o tom: Lisboa não pode esperar. E nós não fomos eleitos para empatar.
Fomos eleitos para decidir, transformar e fazer acontecer.