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Tracking Poll. PS sobe, Chega em segundo e AD no mínimo. Carneiro favorito para primeiro-ministro

PS sobe para 29,4%, Chega mantém-se em 27,9% e AD desce para 21,6%. José Luís Carneiro lidera preferências para primeiro-ministro com 31,2%, mais 3 pontos do que Montenegro.

Manuel Nobre Monteiro
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O PS reforçou a liderança nas intenções de voto e afastou-se da AD, que registou o valor mais baixo desde o início das edições da tracking poll da CNN. Luís Montenegro também deixou de ser apontado como a melhor escolha para primeiro-ministro, sendo ultrapassado por José Luís Carneiro, segundo a sondagem da Pitagórica para a TVI, CNN Portugal e Nascer do Sol revelada esta segunda-feira.

Os socialistas sobem 0,8 pontos percentuais face à semana anterior, para 29,4%, enquanto o Chega se mantém nos 27,9% pela terceira semana consecutiva. A AD, liderada por Luís Montenegro, desce 1,2 pontos, para 21,6%, ficando agora claramente atrás dos dois principais partidos da oposição.

Entre os restantes partidos, a Iniciativa Liberal mantém o quarto lugar, apesar de uma descida de 0,9 pontos, para 6,1%. O Livre regista a maior subida com mais 0,9 pontos, para 3,7%. A CDU desce para 2,8%, o Bloco de Esquerda mantém-se nos 1,8% e o PAN recua para 1,1%. Outros partidos, votos brancos e nulos representam 5,6%.

https://observador.pt/2026/10/22/tracking-poll-cnn-psd-cai-cada-vez-mais-distante-de-ps-e-chega-mas-montenegro-continua-a-ser-o-preferido-para-primeiro-ministro/

A CNN Portugal revela também dificuldades do partido do Governo em manter os seus eleitores. Apenas 56,2% dos inquiridos que dizem ter votado na coligação nas legislativas de 2025 voltariam a fazê-lo. Entre os restantes, 10,1% escolheriam o Chega e 9% o PS, enquanto 13,9% ainda estão indecisos.

A queda da coligação é acompanhada por uma avaliação negativa do Governo, decorrente da polémica em torno da crise da habitação. Seis em cada dez inquiridos desaprovam a atuação do Executivo, mais dois pontos percentuais do que na semana anterior.

Carneiro é o favorito para ser primeiro-ministro

Também Luís Montenegro enfrenta uma avaliação desfavorável: a sondagem dá conta de que 65% dos inquiridos dizem estar descontentes com a sua governação, mais dois pontos do que no inquérito anterior. Já a percentagem dos que aprovam a atuação do primeiro-ministro desce três pontos, para 30%.

José Luís Carneiro passa a ser o nome preferido para primeiro-ministro, com 31,2% das respostas, mais 0,9 pontos do que na semana anterior. Luís Montenegro cai 3,1 pontos, para 29,1%, enquanto André Ventura sobe 0,6 pontos, para 23%.

O secretário-geral do PS mantém igualmente o maior potencial de voto: 56% dos inquiridos admitem votar num partido liderado por Carneiro. Montenegro recua dois pontos, para 46%, enquanto Ventura sobe dois pontos, para 34%.

Apesar da avaliação negativa, 64% dos inquiridos acreditam que o Governo chegará ao fim da legislatura, em 2029. No entanto, apenas metade considera que o Executivo merece cumprir o mandato. Em sentido contrário, 46% defendem que o Governo não merece chegar ao fim da legislatura.

Na avaliação dos ministros, o titular das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, mantém-se na primeira posição. Seguem-se Maria da Graça Carvalho e Manuel Castro Almeida. Ana Paula Martins continua a ter a pior avaliação, seguida do ministro da Administração Interna, Luís Neves.

A perceção sobre o rumo do país também se deteriorou. A CNN destaca que para 61% dos inquiridos, Portugal está a seguir na direção errada. Já 32% consideram que o país está no caminho certo. Em contrapartida, o Presidente da República, António José Seguro, mantém uma avaliação favorável: 70% aprovam o seu desempenho e 20% desaprovam.

O estudo foi levado a cabo pela Pitagórica ao longo da semana de 19 de outubro, numa amostra de 804 entrevistas representativas do eleitorado português, em que 201 novos eleitores são adicionados todas as semanas a um universo pré-existente, substituindo os 201 eleitores mais antigos, mantendo o universo num número fixo de 804 entrevistas, com uma taxa de resposta de 51,44%. A margem de erro máxima é de mais ou menos 3,53%.