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(A) :: Neves sai em defesa da polícia, diz que só viu uma bastonada e corrige logo a seguir

Neves sai em defesa da polícia, diz que só viu uma bastonada e corrige logo a seguir

Ministro disse que acompanhou a ação e que só viu “uma única vez que um bastão tenha sido utilizado". Logo a seguir, gabinete de Neves veio explicar que era uma força de expressão.

Rui Pedro Antunes
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O ministro da Administração Interna validou este domingo a intervenção policial nas acampadas de Lisboa e do Porto ao dizer que “quando existe uma violação da lei é normal, é normal, aceitável, desejável, que tudo se faça para que essa ordem pública seja reposta”.

Para Luís Neves, que se encontrava nas comemorações do Dia do Bombeiro e Celorico de Basto, “sempre que haja uma situação de ilegalidade do espaço público, que deve ser usufruído por todos, esse espaço tem que ser restituído à liberdade”.

O governante disse que acompanhou a ação e que só viu “uma única vez que um bastão tenha sido utilizado.” Neves diz que o que viu “foi força física para fazer cumprir a lei e o Estado de Direito”.

Nas imagens, inclusivamente as que foram recolhidas pelos jornalistas do Observador no terreno, foi possível verificar que o bastão foi utilizado diversas vezes e não apenas uma como diz o ministro da Administração Interna.

Logo depois das declarações de Neves, o Ministério da Administração Interna veio esclarecer que, quando disse que “só viu a utilização de um bastão na operação da PSP no Rossio, [o ministro] não pretendia enumerar exaustivamente a quantidade utilizada, mas apenas, como é, aliás, testemunhado pelas inúmeras imagens publicadas, que foram usados bastões apenas numa situação específica no Rossio.”

Nas mesmas declarações, o ministro da Administração Interna diz que “ninguém fica satisfeito com a existência de qualquer ferido.” “Nem a população, nem os manifestantes, nem as polícias, nem o Governo. Ninguém fica satisfeito.”

Luís Neves disse que a permanência da acampada levanta “questões de salubridade, de habitantes que ali estão e pessoas que estão nos hotéis na própria praça”. O ministro lembrou ainda que a Câmara Municipal de Lisboa “já gastou mais de 100 mil euros na limpeza da estátua” e alegou que houve “declarações absolutamente inflamadas de infiltrados”.