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(A) :: "Lenços brancos? Mau era se não houvesse insatisfação." Rui Borges reconhece falta de confiança que "faz parte do ser humano"

"Lenços brancos? Mau era se não houvesse insatisfação." Rui Borges reconhece falta de confiança que "faz parte do ser humano"

Depois da primeira derrota da época, contra o LASK, Sporting voltou a perder — e Rui Borges garante que compreende os lenços brancos que apareceram nas bancadas. Suárez igualou registo de Peyroteo.

Mariana Fernandes
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Assobios, lenços brancos, a descrença total. Alvalade não perdoou a derrota do Sporting contra o Académico de Viseu e mostrou isso mesmo na forma como se despediu da equipa, vincando o desagrado com a segunda derrota consecutiva, a primeira no Campeonato, e o facto de estar já a nove pontos da liderança do FC Porto e poder ficar a outros quatro do segundo lugar do Benfica se os encarnados vencerem o Santa Clara esta segunda-feira.

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Depois da derrota a meio da semana contra o LASK, o primeiro desaire da temporada, o Sporting não conseguiu reagir contra o Académico de Viseu e nunca se encontrou, apesar de uma entrada intensa e positiva que chegou a deixar a ideia de que a noite seria feliz. A equipa de Bruno Pinheiro abriu o marcador ainda na primeira parte, poderia até ter aumentado a vantagem logo a seguir, mas viu o golo ser anulado, os leões empataram já no segundo tempo, mas voltaram a deixar fugir a dianteira e de forma definitiva.

Após o apito final, na zona de entrevistas rápidas, Rui Borges tentou explicar o que falhou. “Notou-se em alguns momentos alguma intranquilidade. A bola não entrava, sofremos dois golos em dois lances que o Académico tem na nossa baliza. Duas bolas de corredor, de cruzamento. Sofrer golo na fase inicial deu alguma intranquilidade e notou-se no jogo. Mais nas tomadas de decisão no último terço. Criámos muitas situações perto da baliza do Académico. Algumas com demérito nosso, outras com mérito do adversário foram travadas. Não fomos capazes de chegar ao fim com o resultado a nosso favor”, começou por dizer.

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“É natural que a maturidade ou calma não existisse. Mas fazia parte do jogo. Estávamos ali num momento bom da nossa parte e queríamos ir atrás da vitória, do 2-1. Quando ninguém esperava sofremos o 1-2 e atirou-nos essa confiança abaixo. É natural que a equipa depois comece a perder essa confiança e essa calma. Mesmo assim tentámos, corremos, tentámos criar muito jogo de corredor e cruzamento, daí as opções na área um pouco mais cedo, mas não chegou”, acrescentou.

Mais à frente, o treinador leonino reconheceu que a falta de confiança está a afetar a equipa. “É natural que aqui ou ali afete. Faz parte do ser humano. Não posso apontar nada. Eles tentaram fazer o máximo, tentaram chegar ao golo, fazer situações que pedimos, especialmente de corredor. Criámos bastante, mas não fomos felizes nas finalizações. Resposta? Trabalhar e acreditar. Acreditando sempre e trabalhando. Não há outro remédio senão o trabalho diário e voltar a ganhar essa confiança individual e coletiva acima de tudo”, disse.

Por fim, Rui Borges comentou os lenços brancos que surgiram nas bancadas depois do apito final. “Natural. A insatisfação dos adeptos é completamente natural. Temos de entender. Estamos num grande clube, a pressão é diária. Mau era se não houvesse insatisfação. Não ganhámos, é natural que exista. Não sei se é justa ou não. É natural e lido bem com isso”, terminou.

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Já Gonçalo Inácio, o capitão de equipa, garantiu que o Sporting “tentou tudo”. “Mas eles, com dois cruzamentos, marcaram dois golos e saíram por cima… Foram dois lances em que apareceram com mais um homem ao segundo poste e fizeram golo. Faltou mais eficácia no momento com bola e na transição. Agora é trabalhar e pensar no próximo jogo. Vamos dar a volta por cima, só peço aos adeptos que nos continuem a apoiar”, defendeu o internacional português.

Na única nota positiva que o Sporting retirou do jogo, Luis Suárez voltou a marcar e igualou um registo histórico: em conjunto com Fernando Peyroteo, é agora o único jogador a marcar em 10 jogos consecutivos pelos leões, algo que o antigo avançado português alcançou em três temporadas (1937/38, 1943/44 e 1946/47).

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