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(A) :: Nycole recusou ficar à sombra da equipa dos chapéus: Benfica goleia Sporting na Luz e sobe à liderança da Liga feminina

Nycole recusou ficar à sombra da equipa dos chapéus: Benfica goleia Sporting na Luz e sobe à liderança da Liga feminina

Ana Dias inaugurou marcador com um grande chapéu mas Benfica deu a volta ainda na primeira parte com bis de Nycole e praticamente resolveu dérbi antes do intervalo para saltar para a liderança (4-1).

Bruno Roseiro
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Seis jogos, quatro vitórias com mais dois empates, um troféu conquistado no duelo direto, a hegemonia do futebol feminino ainda mais reforçada. Depois de um período em que o Sporting ainda conseguia responder de quando em vez à lei do mais forte nos dérbis, o Benfica assumiu em definitivo o papel de protagonista principal no panorama nacional. A concorrência até aumentou com a subida do FC Porto, o crescimento do Torreense ou os adventos de Racing Power ou Valadares Gaia mas, no final, a luta continuava a passar mais pelo segundo lugar da Liga do que propriamente pelo título. E era isso que as águias iam tentar mais uma vez demonstrar em pleno Estádio da Luz, que recebia mais um jogo grande frente ao eterno rival.

https://observador.pt/2026/05/01/diana-nao-quis-faltar-ao-dia-da-consagracao-benfica-vence-derbi-da-luz-frente-ao-sporting-e-continua-invencivel-no-campeonato/

“Este dérbi, numa fase tão precoce da época, tem características diferentes dos dois que disputámos na época passada. As equipas ainda estão também a ganhar o entrosamento e as dinâmicas que pretendem. Existe aqui um conhecimento de parte a parte mas não tão profundo daquilo que possam ser as valências do adversário e as suas ideias, além do que as novas jogadoras que chegaram a ambos os clubes aportam. Tivemos uma semana limpa de quatro treinos para prepararmos da melhor forma este jogo. Passar para a liderança logo à terceira ou à quarta jornada não é o mais importante, o mais importante é irmos ganhando jornada após jornada. É um Campeonato curto e tudo isso faz com que estes jogos ganhem ainda mais importância mas não me lembro de um Campeonato em que tenham sido os resultados dos dérbis a definir o campeão. Isso acontece pela consistência ao longo de uma época desportiva”, apontara Ivan Baptista.

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Em paralelo, e no meio da antevisão, o técnico dos encarnados acabou por dizer também que teria pressão se não conseguisse chegar ao principal título nacional há oito anos, visando de forma direta o Sporting e o seu jejum sem Campeonatos no feminino. Na resposta, Micael Sequeira, homólogo da equipa de Alvalade, optou por desvalorizar a consideração sem deixar de prometer uma boa resposta em campo. “Honestamente, não tinha ouvido. Disseram-me agora antes de entrar na sala de imprensa. Mas não tenho comentários, é uma afirmação do treinador. Se fosse outro treinador qualquer, também não tinha que comentar”, frisou.

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“Estou muito confiante para aquilo que preparámos, que é a única coisa que consigo controlar. Estamos à espera de uma equipa consistente mas estou muito mais centrado naquilo que podemos fazer, e essa foi a minha preocupação durante o período de preparação. É isso que me tira o sono. Preparámos muito bem o jogo, procurando tirar partido dos pontos mais fracos do Benfica e anular os pontos mais fortes. Não dá para negar que, conquistando três pontos, será uma excelente vitória mas a obrigação de ganhar o próximo jogo é exatamente a mesma. O que pode fazer a diferença? Muito mais do que partes táticas e técnicas, é o espírito de grupo: querer ganhar, querer correr mais que o adversário, querer ser mais agressivo, ter a coragem suficiente de chegar lá e se impor dessa forma. Foi isso que eu pedi às jogadoras”, acrescentara.

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Estava dado o mote para mais um dérbi que valia também a liderança da Liga apesar do encontro em atraso do Benfica, que somava por triunfos os três jogos realizados até ao momento. Já o Sporting, com três vitórias e um empate sem golos cedido em Braga, procurava conservar esse primeiro lugar à condição, depois de mais um empate do FC Porto na receção ao V. Guimarães (quarta igualdade em cinco jornadas) e de um duelo entre Sp. Braga e Torreense. No final, houve mais do mesmo: as encarnadas aceleraram no final da primeira parte, deixaram o jogo quase resolvido antes do intervalo, ganharam o dérbi e subiram à liderança.

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O Benfica não demorou a tentar assumir o jogo com bola mas, na primeira saída com um passe a explorar a profundidade, foi o Sporting que inaugurou o marcador com um golo fantástico da internacional Ana Dias, uma das surpresas na equipa inicial verde e branca que fez um chapéu a Lena Pauels de fora da área (5′). A resposta, essa, não demorou: na primeira vez em que conseguiu surpreender o adversário com uma saída rápida em igualdade numérica, Nycole Raysla surgiu em velocidade descaída sobre a direita, ganhou o duelo direto com Ágata Filipe e atirou na área rasteiro em arco sem hipóteses para Cassie Coster (11′). Telma Encarnação ainda teve logo de seguida uma boa oportunidade na área com pouco ângulo mas o remate de pé esquerdo acabou por ser travado por Lena Pauels. O dérbi levava um ritmo frenético com 15 minutos.

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Até ao intervalo, mesmo com algum abrandamento no ritmo em algumas fases da partida, as oportunidades continuaram a surgir junto das duas balizas: Caroline Möller teve um remate com perigo à entrada da área após jogada de Lúcia Alves na esquerda mas Cassie Coster defendeu para canto (16′), Ruby Grant aproveitou o espaço no corredor central para sair com bola controlada e atirar de longe ao poste da baliza de Lena Pauels (24′), Nicole Raysla não conseguiu aproveitar um raro erro da guarda-redes leonina para voltar a marcar (27′). O golo podia surgir junto das duas balizas, o Benfica foi mais forte antes do intervalo, o encontro ficou praticamente resolvido: Fröya Dorsin conseguiu ganhar um lance confuso na área para assistir Anna Csiki para o golo da reviravolta (31′), Nycole chegou mesmo ao bis de cabeça na sequência de um canto depois de três grandes intervenções de Cassie Coster que foram adiando o 3-1 das encarnadas (42′).

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A segunda parte teve menos motivos de interesse, com o Benfica a saber gerir a vantagem nunca deixando de procurar mais golos e o Sporting a ficar próximo do 3-2 que pudesse reabrir a partida que só não surgiu por mérito da guarda-redes Lena Pauels, que evitou outro chapéu neste caso pouco à frente do meio-campo de Beatriz Cameirão e travou um lance em que Telma Encarnação surgiu sozinha na área depois de um passe longo na profundidade. Essa tentativa de reação verde e branca não teve resultados práticos e, numa fase com o encontro mais partido, acabou por ser o Benfica a ter oportunidades de aumentar o avanço no resultado, de novo com Cassie Coster em destaque na baliza a evitar que as leoas saíssem goleadas até Andreia Norton, que entrara no decorrer da segunda parte, a fazer o 4-1 nos últimos minutos (88′).

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