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(A) :: Todas as denúncias de abuso sexual na Igreja nos últimos quatro anos foram arquivadas

Todas as denúncias de abuso sexual na Igreja nos últimos quatro anos foram arquivadas

Foram arquivadas cerca de 70 denúncias, maioritariamente devido ao facto de estarem prescritas criminalmente. Nenhuma das queixas apresentadas no último ano avançou para acusação formal.

Martim Andrade
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Cerca de 70 queixas de abusos sexuais de padres sobre crianças foram arquivadas pelo Ministério Público. Segundo o Expresso, nenhuma das queixas apresentadas nos últimos quatro anos, que foram enviadas para a Procuradoria-Geral da República, avançou para uma acusação formal na Justiça.

Na sua maioria, os arquivamentos deveram-se ao facto de as suspeitas já estarem prescritas criminalmente. Nos outros casos, viram o mesmo destino por não haver provas sólidas suficientes para se avançar com um despacho de acusação.

Apesar de a lei dizer que os crimes só podem prescrever após o 25.º aniversário da vítima, o Expresso escreve que muitas das queixas foram apresentadas já muitos anos após os factos reportados. Uma grande parte dos casos aconteceu nos anos 80 e 90 e, em alguns, testemunhas ou mesmo os padres suspeitos já terão morrido.

De acordo com os dados agora revelados, sabe-se que os 15 inquéritos que foram abertos após denúncias avançadas à Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica em Portugal acabaram arquivados, tal como as 28 queixas formais de abusos que chegaram ao Grupo Vita, que sucedeu à comissão criada em 2022 e extinta em 2023.

Ao Expresso, fonte oficial do Patriarcado de Lisboa revela que, no último ano, não receberam qualquer novo alegado caso de abuso sexual na Igreja.