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(A) :: 16 mortos e 65 feridos após sismo de magnitude 7,0 no Tibete

16 mortos e 65 feridos após sismo de magnitude 7,0 no Tibete

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, teve epicentro a cerca de 10km de profundidade. 12.600 pessoas foram realojadas e prosseguem as missões de resgate no planalto tibetano.

Martim Andrade
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Agência Lusa
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Mariana Carvalho
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Um sismo de magnitude 7,0 abalou o Tibete esta quinta-feira. De acordo com a agência chinesa Xinhua, 16 pessoas morreram e 65 ficaram feridas, 11 das quais em estado grave. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, teve epicentro a cerca de 10 km de profundidade, a 183 km de distância da cidade de Nagqu. O alerta foi registado pelas 22h33 locais (14h33 em Lisboa), a mais de 400 km da capital Lhasa.

De acordo com o centro geológico alemão GFZ, houve ainda uma réplica, pelas 23h12 (15h12 em Lisboa), de magnitude 5.2 na escala de Richter e uma outra de magnitude 5,0.

A Administração Sismológica da China ativou o Nível II de resposta nacional de emergência para catástrofes sísmicas. O Nível II representa um tipo de alerta e assistência inicial de gravidade numa escala de quatro níveis, sendo o IV o mais baixo e o I o mais elevado.

De acordo com os meios de comunicação locais, citados pela BBC, aproximadamente 12.400 pessoas foram realojadas depois da catástrofe. As missões de resgate têm decorrido no planalto tibetano, uma região bastante exposta a terramotos e cujo território acidentado dificulta a atividade das autoridades. Além dos socorristas no terreno, as forças militares chinesas também mobilizaram drones para sondar a área.

O cantão (categoria de divisão territorial) de Maru, no distrito de Baqen, foi onde se registou o epicentro do terramoto. O vice-chefe do cantão, Lhawang Dagpo, precisou que o sismo foi claramente sentido nos escritórios onde trabalha e relatou que surgiram fissuras nas paredes, segundo a Xinhua. Foram registados desabamentos de mais de 300 casas na região, precisou a agência chinesa. O funcionamento dos serviços de eletricidade e de telecomunicações sofreu perturbações na sede do distrito.

Os media estatais reportam que 20 milhões de yuan (2,67 milhões de euros) foram destinados à gestão da catástrofe. O primeiro-ministro da China, Xi Qiang, apelou a “esforços urgentes” para organizar missões de resgate, oferecer tratamento médico aos necessitados e realojar as famílias com casas afetadas pelo sismo.

Para o local foram enviados funcionários para coordenar a resposta ao sismo, e as autoridades locais realizaram verificações nas aldeias vizinhas, segundo a agência Xinhua. Os terramotos são frequentes na região. Em janeiro de 2025, pelo menos 126 pessoas morreram num terramoto de magnitude 6,8 que atingiu o cantão de Tingri, no Tibete, não muito longe da fronteira sino-nepalesa.