Cerca de uma semana depois de Leão XIV ter sido sujeito a uma operação e de ter sido diagnosticado com cancro do pulmão, os médicos do Papa anunciaram esta quarta-feira que “não são precisos mais tratamentos”. A informação foi transmitida pela Santa Sé num breve comunicado, em que dá conta dos resultados dos exames efetuados na sequência da remoção do lobo inferior do pulmão direito.
https://observador.pt/2026/10/13/papa-leao-chega-ao-hospital-gemelli-para-remover-nodulo-no-pulmao/
“Foram hoje [quarta-feira] divulgados os relatórios definitivos de anatomia patológica e de testes moleculares sobre o tecido extraído durante a cirurgia do Santo Padre”, pode ler-se no breve comunicado assinado pelos médicos do Papa, Luigi Carbone e Stefano Margaritora.
“Os exames confirmaram que o tumor era um adenocarcinoma pulmonar e que a doença estava localizada”, lê-se ainda, num reforço das informações que já tinham sido transmitidas no dia 13 de outubro. E concluem: “A subsequente avaliação oncológica confirmou que não são precisos mais tratamentos”.
Apesar de os médicos já terem diagnosticado Leão XIV com um adenocarcinoma pulmonar, o tipo mais comum de cancro de pulmão, tinham adiado para mais tarde informações sobre se o Papa teria de se submeter a tratamentos de quimioterapia ou radioterapia — que se sabe agora não serem necessários.
Leão, de 71 anos, saiu do Hospital Gemelli, em Roma, no sábado à tarde, depois de ter tido alta hospitalar. Menos de um dia mais tarde, apareceu pela primeira vez desde a operação aos fiéis para rezar o Angelus, a tradicional bênção dominical, na Praça de São Pedro.