O Papa Leão XIV realizou a tradicional audiência geral na Praça de São Pedro esta quarta-feira, a primeira desde que foi submetido a uma cirurgia para a remoção de um nódulo no pulmão. O líder da Igreja Católica agradeceu o “apoio das orações” dos fiéis — diagnosticado com um cancro no pulmão, esteve internado no hospital Gemelli, em Roma, entre os dias 13 e 17 de outubro. A evolução do procedimento e os passos seguintes ao tratamento médico não foram detalhados, mas a viagem programada para novembro à América Latina permanece na agenda do Papa.
O público aplaudiu Leão XIV enquanto este se deslocava no papamóvel, onde esteve de pé a acenar perante a multidão que o aguardava mesmo após horas de chuva. No trajeto para a Praça de São Pedro, fez paragens para abençoar crianças e cumprimentar os fiéis. À chegada, recebeu as palmas dos cardeais e bispos presentes.
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No discurso realizado esta quarta-feira, destacou a “necessidade de proteger” o matrimónio e a vida humana desde o momento da conceção, condenando o aborto e o infanticídio. “Esta tarefa é mais urgente do que nunca”, afirmou, citando como referência a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, promulgada em 1965. Na obra, a função social da família é definida como “uma escola de humanidade mais rica” e “o fundamento da sociedade”.
O Papa afirmou que a “fecundidade conjugal se expressa através do dom de ter filhos“, lê-se nos excertos publicados pelo Vatican News. O pontífice referiu o casamento como uma “união indissolúvel” que deve ter como base o amor recíproco. “A doação mútua do homem e da mulher, de tal modo que ‘já não são dois, mas uma só carne’, subjaz à exigência de ‘fidelidade total’ e de ‘unidade indissolúvel’ dos cônjuges, encontrando uma expressão viva na procriação e educação dos filhos”, disse Leão XIV.