O ministro da Administração Interna, Luís Neves, reagiu, esta terça-feira, à atuação da polícia durante esta madrugada — retirando mais de 200 tendas e detendo 55 pessoas na Praça do Rossio, em Lisboa — para elogiar as forças de segurança e deixar um aviso: “As acampadas, os acampamentos, acabaram”.
“Há direito à manifestação, exposição dos motivos, com toda a normalidade e legalidade. Tudo o que ultrapassar a legalidade e entrar na violação da lei terá as respostas adequadas por parte das forças de segurança”, destacou Luís Neves, falando aos jornalistas.
E quis deixar um aviso específico, numa altura em que o Governo está convencido de que tem do seu lado a falta de hábito dos portugueses de participarem em protestos desordeiros. “Ninguém ouse tentar aqui trazer o caos ou trazer a violência. Quaisquer comportamentos extremistas, e extremistas do ponto de vista criminoso, serão reprimidos”, atirou o ministro.
Falando sobre a atuação da polícia, Neves defendeu que a polícia deve “encontrar as formas mais adequadas” para repor a ordem pública quando é necessário. E que no Porto, onde houve a ação mais polémica de retirada de manifestantes, com carga policial, fê-lo “muito bem ao longo dos vários dias”, falando com os promotores e deixando alertas.
Ainda assim, “a lei é para ser cumprida, e a força, a firmeza e a robustez das forças são para ser exercidas quando necessário”, reforçou o ministro. Durante esta madrugada, na análise do responsável pela Administração Interna, os agentes da PSP “atuaram com todo o profissionalismo, todo o saber e com toda a calma”, assegurou.
Neves quis ainda apelar aos manifestantes para que não se deixem “infiltrar por extremistas” durante os protestos relacionados com a habitação.