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(A) :: Estudantes gregos acampam em frente ao parlamento contra rendas altas e custo de vida elevado

Estudantes gregos acampam em frente ao parlamento contra rendas altas e custo de vida elevado

Centenas manifestaram-se em Atenas. Pedem habitação digna, mais vagas em residências e subsídios. Na quarta-feira, professores fazem greve de 24 horas a exigir aumento de 20%.

Agência Lusa
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Centenas de estudantes universitários manifestaram-se esta terça-feira em frente ao parlamento da Grécia, preparando-se dezenas deles para passar a noite no local, em protesto contra as rendas elevadas e o elevado custo de vida.

“Da Grécia a França, lutamos por uma educação pública e gratuita”, lia-se numa faixa gigante em frente ao parlamento, em Atenas.

À manifestação desta terça-feira juntaram-se cerca de 20 associações de estudantes da capital que, na quarta-feira, vão aderir à greve de 24 horas convocada pelo principal sindicato dos professores do ensino básico, o DOE.

“Não conseguimos suportar o custo dos estudos. Vemo-nos obrigados a trabalhar enquanto estudamos para pagar rendas de 500 e 600 euros, e o Estado não nos oferece sequer o mínimo indispensável”, afirmou Kleidio Mani, estudante na Politécnica de Atenas, ao portal de notícias Newsit.

Os estudantes reivindicam habitação digna para todos os universitários, especialmente para aqueles que têm de se deslocar para outras cidades e cujas famílias têm baixos rendimentos.

Reclamam também o aumento de um subsídio estudantil para filhos de famílias vulneráveis e o aumento das vagas em residências universitárias públicas.

Além disso, exigem a redução dos preços da eletricidade e do gasóleo.

O presidente da Câmara de Atenas, o social-democrata Jaris Dukas, manifestou esta terça-feira o seu apoio aos estudantes e professores, mas advertiu que se opõe a protestos violentos.

Os professores, por seu lado, reivindicam um aumento salarial de 20% e ajudas de custo à habitação para quem é colocado noutras cidades, sobretudo em zonas turísticas, onde os preços são muito elevados.

“Quase metade dos professores é obrigada a viver com salários que não ultrapassam os 1.000 euros”, sublinhou a convocatória do DOE para a greve.

Perante os violentos protestos em França e outros países, a polícia grega mobilizou agentes da brigada de choque e estabeleceu pontos de controlo em locais estratégicos da capital, indicou o jornal Ground News.