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(A) :: Acampadas. MAI destaca "profissionalismo" da PSP, que privilegiou diálogo "até ao limite". PSP faz 55 detenções em Lisboa

Acampadas. MAI destaca "profissionalismo" da PSP, que privilegiou diálogo "até ao limite". PSP faz 55 detenções em Lisboa

Ministério da Administração Interna diz que as operações decorreram “após sucessivos contactos” com os manifestantes, "esgotados os esforços" para a retirada voluntária. PSP fala em resistência ativa.

Adriana Alves
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Carlos Diogo Santos
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O Ministério da Administração Interna elogiou esta terça-feira o “profissionalismo” da PSP na preparação e condução das operações policiais para desmobilizar o movimento das acampadas em Lisboa e no Porto.

“O Ministério destaca o empenho dos profissionais da Polícia de Segurança Pública em privilegiar, até ao limite, o diálogo e a persuasão, procurando evitar o recurso à força”, lê-se num comunicado enviado às redações.

O ministério sublinha que as operações avançaram “após sucessivos contactos” com os manifestantes e “esgotados os esforços das autoridades para a retirada voluntária das tendas instaladas nas duas praças”.

“O direito de manifestação está constitucionalmente consagrado e deve ser plenamente respeitado, reconhecendo-se a legitimidade de os cidadãos expressarem livremente as suas reivindicações. No entanto, o exercício deste direito não dispensa o cumprimento da lei”, acrescenta o ministério.

PSP anuncia 55 detenções e dois feridos em operação proporcional e adequada

A PSP também divulgou um comunicado esta terça-feira, em que refere que as operações de Lisboa e do Porto pelas 05h45 foram coordenadas e ocorreram “na sequência de manifestações continuadas e mantidas no tempo, prática de danos em edificado público, bem como para remoção de estruturas de acampamento instaladas sem a necessária autorização legal e em condições contrárias à legislação aplicável”.

A polícia lembra que apesar de as manifestações se encontrarem “previamente comunicadas às autoridades competentes”, é necessário o “cumprimento das demais disposições legais, nomeadamente quanto aos limites temporalmente estabelecidos e às condições de ocupação do espaço público”.

Por esse motivo, segundo a polícia, foram desenvolvidas ações de diálogo, mediação e sensibilização junto dos participantes, no sentido de promover a desmobilização voluntária e a remoção das estruturas de acampamento existentes, o que não aconteceu, havendo eventual crime de desobediência.

A PSP explica ainda que em Lisboa, “apesar das sucessivas indicações policiais”, “um conjunto de manifestantes recusou abandonar a Praça D. Pedro IV, adotando comportamentos de resistência ativa à intervenção dos polícias”. Perante isso, tornou-se necessária a adoção de “medidas policiais destinadas a garantir o cumprimento das ordens emitidas e a segurança de todos os intervenientes”.

A atuação no Rossio, refere a PSP, foi proporcional e adequada. Os casos que podem configurar crime de desobediência “serão objeto dos procedimentos legalmente previstos”, refere fonte oficial, confirmando 55 detenções apenas em Lisboa. Os detidos serão conduzidos para instalações policiais e presentes à Autoridade Judiciária competente logo que possível.

Foram ainda apreendidas, em Lisboa, 228 estruturas de acampamento pela Polícia Municipal.

A PSP faz saber que, “neste momento, há registo de dois feridos ligeiros”, tendo um cidadão sido assistido no local e um transportado a uma unidade hospitalar.