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A polícia israelita deteve esta segunda-feira 10 suspeitos numa operação na Cisjordânia ocupada no âmbito de uma investigação aos “atos de violência extremos” ocorridos durante o fim de semana.
Entre os atos de violência regista-se a agressão à fotojornalista norte-americana Heidi Levine e o ataque a diplomatas estrangeiros.
Colonos mascarados atacaram um grupo de diplomatas e funcionários ocidentais perto de Taybeh, num ataque sobre o qual a União Europeia já exigiu uma “responsabilização plena”.
A operação da última madrugada, denominada “Folha de Oliveira”, foi realizada em vários pontos nos arredores de Ramallah (centro da Cisjordânia), com o apoio da Polícia de Fronteiras, do Exército e da unidade aérea da polícia.
Durante a operação foram apreendidos veículos e objetos que, alegadamente, vinculam os suspeitos aos factos que lhes são imputados, disse a polícia de Israel.
Os detidos foram encaminhados para interrogatório, antes de serem levados a julgamento perante um tribunal.
“Desde os incidentes que temos trabalhado na recolha de provas, vestígios e depoimentos que permitam levar os envolvidos à justiça”, afirmou o comandante da polícia israelita na Cisjordânia, Moshe Pinchi.
O comunicado não identificou os detidos nem referiu os nomes das vítimas, mas referiu-se à violenta agressão a uma jornalista e à suspeita de agressão a diplomatas estrangeiros que se encontravam na região da localidade de Taybeh, perto de Ramallah.
“A lei na Judeia e Samaria aplica-se a todos, sem distinção de identidade ou pertença”, acrescentou o chefe da polícia israelita, Daniel Levy, referindo-se à Cisjordânia ocupada usando a designação da direita israelita.