(c) 2023 am|dev

(A) :: "Uma falsidade." Ex-secretário-geral do MAI nega despesas irregulares assinaladas em auditoria da IGF

"Uma falsidade." Ex-secretário-geral do MAI nega despesas irregulares assinaladas em auditoria da IGF

Ricardo Carrilho afirma que, a terem que ser devolvidos 4,5 milhões de euros, será a Guarda Nacional Republicana a fazê-lo.

Leonor Riso
text

Ricardo Carrilho, o ex-secretário-geral do Ministério da Administração Interna (MAI) que saiu em rutura com o Governo, nega estar por detrás de qualquer despesa irregular apesar das conclusões da auditoria da Inspeção-Geral das Finanças (IGF), que apontam para “despesas não elegíveis” no valor de 4,5 milhões de euros.

Ao Diário de Notícias, Ricardo Carrilho garante que terá que ser a Guarda Nacional Republicana (GNR) a devolver esse montante à SGMAI. “Com respeito à notícia trazida a público, por parte do gabinete do Ministro da Administração Interna, referente a alegações de 4,5 milhões de euros de gastos irregulares na SGMAI, gostaria de manifestar a seguinte posição, destacando tratar-se de informação falsa ou fake news”, adianta a nota escrita enviada por Carrilho ao jornal.

https://observador.pt/especiais/inspecao-geral-das-financas-deteta-45-milhoes-de-euros-em-gastos-irregulares-na-secretaria-geral-do-mai/

“Sem prejuízo de esclarecimentos mais detalhados, que possa considerar adequados, importa clarificar que estamos perante um procedimento inserido no âmbito de auditoria à absorção de financiamento comunitário por parte da Guarda Nacional Republicana”, continua. “Em resultado, verificar-se-á a necessidade de a GNR proceder à devolução do referido montante à SGMAI, para que o mesmo seja colocado a concurso, para absorção pelas entidades beneficiárias finais.”

Ricardo Carrilho acusa mesmo o Ministério de divulgar “uma falsidade”, “alegando tratar-se de gastos irregulares na SGMAI”.

O Observador questionou a GNR acerca das alegações de Ricardo Carrilho e aguarda resposta. A auditoria da IGF versou sobre dois programas com fundos europeus — o Fundo para a Segurança Interna (FSI) e o Instrumento de Apoio Financeiro à Gestão das Fronteiras e à Política de Vistos (IGFV) —, e concluiu pela existência de gastos no valor de 4,5 milhões de euros sem cobertura legal.

Os inspetores das Finanças recomendam que seja assegurada “a correção integral das despesas não elegíveis” de quase 4,5 milhões de euros.

Esta sexta-feira, o Ministério da Administração Interna revelou que vai avançar com uma queixa-crime contra Ricardo Carrilho, por “grotescas falsidades, conteúdo calunioso e difamatório”, bem como uma “violação de deveres funcionais”.

https://observador.pt/2026/10/16/ex-secretario-geral-do-mai-acusa-luis-neves-de-acordar-reforco-da-rede-do-siresp-com-a-empresa-dst/