Pensava-se que poderia ser o segundo dérbi da temporada, pelo facto de marcarem presença na Final Four da Taça Ibérica jogando em meias-finais diferentes, acabou por ser o primeiro jogo da época entre Sporting e Benfica depois da derrota dos encarnados com o Guaguas, campeão espanhol que perdeu depois a final da competição com os leões. Assim, tudo ficou “adiado” uma semana para Viseu e também valeu um troféu, no caso a Supertaça Nacional, mas com menos previsibilidade do que nos últimos anos, tendo em conta toda a revolução operada pelo conjunto da Luz que começou na parte técnica (o grego Sakis Psarras, que estava no AONS Milon, rendeu Marcel Matz) e que teve impacto num plantel com seis reforços. Ao invés, a formação verde e branca, que também apresentava algumas caras novas, mantinha a base da última época.
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“É um dérbi, é uma competição de dia único. Queremos voltar a ganhar e é nisso que estamos focados nesta preparação. Temos de ter toda a gente no seu máximo em todos os setores. Queremos muito esta competição. O que está para trás já passou, não nos garante absolutamente nada para o futuro. Há coisas a melhorar, há coisas ainda para progredir e queremos apresentar-nos em boa forma. O grupo tem sido consciente e abordado todos os momentos da época sem olhar ao que conseguiu na anterior. Demonstrámo-lo agora na Taça Ibérica, assim como no Troféu Stromp, assim como no torneio de preparação que tivemos em Espanha. Somos sérios, somos profissionais. O grupo sabe ganhar, tem de estar preparado para tudo, mas essencialmente para conseguir chegar às decisões, definir e ganhar. O adversário é fortíssimo, apresenta-se reforçadíssimo e não está para brincadeiras. Nós também não”, lançara João Coelho, técnico do Sporting.
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“Espero que façamos um bom jogo mas com um resultado positivo. Preparámos a equipa durante estes dois meses para esta final. Todos estão focados em tentar ganhar, em dar tudo, e estão preparados para isso. Não queremos ouvir a palavra perder. Estamos aqui para tentar ganhar. Esta é a nossa mentalidade, a nossa abordagem. Sabemos que vamos jogar contra uma equipa muito boa. Nos últimos dois anos, o Sporting conquistou muitos títulos e venceu várias finais. Estamos aqui para mudar essa situação e começar a provar que o Benfica está pronto para voltar aos títulos. O Sporting ataca bem, é também uma equipa que serve muito forte e vamos procurar ter respostas para esse aspeto”, referira Sakis Psarras, novo técnico do Benfica.
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Estavam lançados os dados para uma final que tinha como contexto as dez vitórias seguidas do Sporting no dérbi, numa série que começou no jogo 3 da final do Campeonato de 2024/25 no Pavilhão da Luz e que teve depois continuidade não só na principal prova do calendário nacional mas também na Supertaça e na Taça de Portugal. Mais: em caso de triunfo, os leões, vencedores da Taça Ibérica pela segunda época consecutiva (em anos diferentes, tendo em conta que a prova não se realizou em 2025), podiam isolar-se como segunda equipa com mais conquistas do troféu, apenas atrás do dominador Benfica (12). Foi isso mesmo que veio a acontecer: naquela que foi a 11.ª vitória seguida em dérbis, o Sporting ganhou a sexta Supertaça do seu historial, a terceira consecutiva depois de ter conseguido voltar aos triunfos no Campeonato em 2024/25.
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Os leões começaram melhor, com um parcial de 3-0 a colocar a partida com três pontos de diferença logo a abrir. A vantagem verde e branca ainda chegou aos quatro pontos (10-6) e, apesar da boa reação na parte final dos encarnados, com outra capacidade de bloco que colocou o jogo a um de diferença (20-21), o set inicial acabou mesmo por cair para os campeões por 25-22, tendo Jorge Alayo em plano de destaque perante a ausência de Edson Valencia. Esperava-se uma reação do Benfica, voltou a haver mais Sporting: as águias ainda mantiveram o equilíbrio até meio do segundo parcial, estando mesmo na frente por 12-11, mas os leões acabaram da melhor forma, tendo o experiente distribuidor Sergey Grankin a dar outra masterclass aos 41 anos. De forma natural, com o avolumar da vantagem seriam os verde e brancos a fechar o set por 25-19.
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Seria preciso uma grande viragem na partida para mudar o rumo da final, houve um calcanhar de Aquiles que continuou a “ensombrar” os encarnados: a eficácia de serviço. Durante grande parte do início do terceiro set, os serviços do Benfica ou davam pontos diretos ao Sporting por ficarem na rede ou irem para fora ou não criavam dificuldades à receção dos leões, o que foi condicionando a melhoria do jogo ofensivo encarnado na distribuição de Tiago Violas. Depois, imperou a concentração e a consistência: aproveitando um momento menos conseguido do adversário, o conjunto verde e branco disparou para o 16-12 com um parcial de 3-0 que levou a nova interrupção de Sakis Psarras mas a vitória já estava encaminhada apesar da reação na parte final, fechando com o 25-22 para o seu quinto título nacional consecutivo desde maio de 2025: Campeonato em 2024/25, Supertaça, Taça e Campeonato de 2025/26 e agora Supertaça de 2026/27.
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