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Mais um dia para esquecer (ou para mais tarde recordar): Miguel Oliveira sobe um lugar mas desiste a meio da corrida 1

Miguel Oliveira não conseguiu confirmar registos top 10 dos treinos livres na qualificação, saiu da 13.ª posição, ganhou um lugar mas acabou por desistir a 11 voltas do final com problemas na moto.

Bruno Roseiro
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Começou por ser um Mundial de Nicolò Bulega, Iker Lecuona e os outros, rapidamente passou a ser apenas um Mundial entre Ducatis e “não Ducatis” – num período que coincidiu também com a lesão no ombro de Miguel Oliveira após ter sido abalroado na Hungria, que fez com que o português ficasse de fora durante dois fins de semana de prova consecutivos. Agora, naquele que era o epílogo do primeiro capítulo do Falcão na nova realidade de Superbike, o único objetivo era apenas fazer o melhor resultado possível, tentando dar uma continuidade a toda a redenção no Estoril onde conseguiu um total de 27 pontos. Com um outro “extra”.

https://observador.pt/2026/10/10/o-quase-podio-que-funciona-como-uma-vitoria-miguel-oliveira-termina-corrida-1-no-estoril-na-quarta-posicao/

Com esse “salto”, e perante a queda de Álvaro Bautista quando seguia na terceira posição da corrida 2 no Estoril, Miguel Oliveira subiu ao 11.º lugar do Mundial a apenas um ponto do experiente espanhol. Assim, e mesmo tendo falhado um total de sete provas (corrida 2 na Hungria, as três na Rep. Checa e outras três em Aragão), o português estava em condições de terminar a temporada no top 10 da classificação caso estivesse acima de Bautista neste fim de semana final em Jerez de la Frontera. E os primeiros sinais acabaram por ser positivos nesse sentido, com a dupla a rodar sempre com tempos próximos com vantagem para o Falcão.

https://observador.pt/2026/10/11/nao-deu-para-o-podio-valeu-pelo-espectaculo-miguel-oliveira-fecha-fim-de-semana-no-estoril-com-8-o-lugar-na-corrida-2/

Miguel Oliveira fechou a primeira sessão de treinos livres com o décimo melhor registo (1.39,342) seguido de imediato por Álvaro Bautista (1.39,423). À tarde, na segunda sessão, mais do mesmo: o português melhorou o seu registo ficando com o sétimo tempo a 1.38,903, o espanhol subiu a nono com 1.39,074. Ainda assim, havia um problema complicado de contornar: a incapacidade de colocar a mota a andar com outro ritmo quando ficava atrás de outros pilotos. Era por essa melhoria que passava o sucesso agora em Espanha.

https://x.com/WorldSBK/status/2111095003120386179?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2111095003120386179%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=

“A nível de resultados, foi um fim de semana muito sólido, dentro do nosso objetivo. É claro que seria já muito difícil, à partida, repetir os resultados de Portimão. O principal problema é que eu não consigo andar como necessito de o fazer quando estou atrás de outros. Precisamos de linhas diferentes, não podemos travar tão tarde quanto precisamos, é um pouco mais difícil. Não posso ser tão agressivo e ir de um lado para o outro, a simplesmente usar a ponta dos pneus mais cedo, para virar a moto. Tenho de ser um pouco mais cuidadoso, misturando um pouco com algumas vibrações”, tinha comentado no final das provas no Estoril.

https://x.com/BMWMotorradMoSp/status/2111148438603882631?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2111148438603882631%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=

Apesar dessa “vantagem” nesse duelo direto, a qualificação acabou por inverter esse cenário. Miguel Oliveira ainda voltou a ser mais rápido na terceira sessão de treinos livres, de manhã, mas não foi além do 13.º registo na superpole com 1.38,312, com Bautista a ficar na nona posição com 1.38,115. A corrida 1 traria mais um problema, com o português a sair demasiado atrás com uma moto que tinha essas afinações por encontrar para ser capaz de fazer corridas de trás para a frente a fazer várias ultrapassagens. Era também por isso que a partida seria um fator determinante para definir o resto em busca de lugares mais cimeiros.

O Falcão tentou abrir asas mas não ganhou qualquer posição nas voltas iniciais, ficando em 13.º antes de ganhar ritmo para subir um posto pouco depois. Mais à frente, numa corrida que voltava a ter Nicolò Bulega na liderança, Álvaro Bautista conseguia subir alguns lugares, passando mesmo Alberto Surra para chegar à sexta posição. Tudo se estava a complicar, tudo ficou ainda mais complicado: Miguel Oliveira começou a sentir problemas na moto e acabou mesmo por desistir, regressando às boxes em mais um dia para esquecer para desalento de todos os responsáveis da BMW que viam mais uma vez problemas técnicos a condicionarem a prova daquele que é o seu piloto número 1 (Danilo Petrucci vai sair no final da época).

Em atualização