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(A) :: Convocada nova greve no Metro de Lisboa para 28 e 30 de outubro. Desta vez será parcial, das 5h00 às 10h00

Convocada nova greve no Metro de Lisboa para 28 e 30 de outubro. Desta vez será parcial, das 5h00 às 10h00

Após a paralisação de 14 de outubro, os sindicatos voltam à greve com as mesmas reivindicações. Tribunal Arbitral recusou fixar serviços mínimos.

Marina Ferreira
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Há nova greve convocada pelas organizações sindicais representativas dos trabalhadores do Metro de Lisboa. Está marcada greve parcial para os dias 28 e 30 de outubro, com a paralisação do serviço de transportes marcada entre as 05h00 e as 10h00. Tem por base “as mesmas reivindicações que estiveram na origem da paralisação de 14 de outubro”, lê-se num comunicado de imprensa do Metro de Lisboa.

“Na sequência desta paralisação, e não tendo sido alcançado um acordo sobre os serviços mínimos junto da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), o Tribunal Arbitral decidiu não fixar serviços mínimos, tal como tem acontecido nas recentes greves dos trabalhadores da empresa de transportes”, informa-se na mesma nota.

O Metro de Lisboa anuncia que, como sempre faz, “irá recorrer desta decisão, por considerar importante assegurar um nível mínimo de serviço que, salvaguardando o exercício do direito à greve, permita reduzir os impactos de futuras paralisações na mobilidade dos passageiros”.

A empresa lamenta ainda os “constrangimentos causados aos passageiros pela greve realizada no passado dia 14 de outubro, que afetou o funcionamento da rede e a mobilidade de milhares de pessoas na Área Metropolitana de Lisboa”.

O Metro de Lisboa diz ainda que as matérias em discussão, relacionadas com a atividade de cerca de 100 trabalhadores, “têm vindo a ser acompanhadas em reuniões com as organizações sindicais, nas quais o Conselho de Administração tem apresentado propostas que permitam aproximar posições e encontrar soluções equilibradas, com objetivos e prazos definidos”.

No comunicado são referidas as “situações de alegado assédio laboral referidas pelas organizações sindicais, envolvendo chefias do Posto de Comando Central e da Tração, refere o Conselho de Administração”. O Metro de Lisboa “reafirma que todas as questões desta natureza merecem a maior atenção e devem ser devidamente esclarecidas”. “Até ao momento, não foram apresentados elementos concretos que permitam confirmar as situações referidas”, defende-se na mesma nota.