Louis Prevost, o irmão mais velho do Papa Leão XIV, soube da doença do irmão ao mesmo tempo que o resto do mundo: quando o líder da Igreja Católica anunciou publicamente, à janela do Palácio Apostólico, perante milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro no último domingo, que seria operado a um nódulo que lhe tinha sido detetado num pulmão.
“Quando ele fez o anúncio no domingo passado, foi um verdadeiro choque para nós”, disse Louis Prevost, de 74 anos, à estação televisiva norte-americana Newsmax. “Especialmente porque eu também estou em tratamento contra o cancro. Saber daquele nódulo no pulmão foi perturbador, fez-nos tremer.”
Depois de saber a notícia pelos meios de comunicação social, Louis telefonou ao irmão. “Falei com ele e foi aí que me disse que acham que o operaram a tempo”, lembrou Louis Prevost, em declarações citadas pelo Corriere della Sera. “Perguntei-lhe: ‘Corres perigo de vida?'” A resposta tranquilizou o mais velho dos irmãos Prevost: “Não. Acham que intervieram a tempo.”
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Louis não falou com o irmão, Robert Prevost, de 71 anos, após a operação, mas garante que, no fim da cirurgia, recebeu uma mensagem do “colaborador mais próximo” do Papa relatando que “ele estava acordado, sentia-se bem e não tinha dores”.
“Quando falei com ele, disse-me não estar em perigo de vida. Pelo que sei até agora, o Papa está bem. Está em ótimas mãos. Identificaram o problema cedo, poderá recuperar da intervenção e prosseguir o seu ministério papal”, assinalou ainda o irmão de Leão XIV.
A família Prevost tem um conhecido historial de cancro. O pai do Papa Leão XIV morreu em 1997, aos 77 anos, vítima de cancro do cólon. Louis Prevost, de 74 anos e veterano da Marinha norte-americano, está também doente com cancro.
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O Papa Leão XIV foi esta terça-feira operado a um nódulo no pulmão. Segundo o Vaticano, a cirurgia correu “com sucesso, dentro do tempo e do modo esperados”. Porém, a intervenção permitiu confirmar “o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, tal como suspeitado pelos exames pré-operatórios” — isto é, uma forma de cancro no pulmão.
O Vaticano já garantiu que o Papa passou uma noite tranquila depois da cirurgia. Prevê-se um período de recuperação de cerca de uma semana, com a agenda do Papa a ter sido cancelada até 20 de outubro. A viagem papal à América do Sul, programada para novembro, continua a agenda.