Filas nas paragens de autocarros, muito trânsito, passageiros obrigados a fazer vários quilómetros a pé e viagens de TVDE mais caras. O encerramento do Metro de Lisboa, devido a uma greve de 24 horas, está a gerar o caos nas deslocações em Lisboa esta quarta-feira, com os passageiros a procurarem alternativas para chegar ao trabalho e às escolas.
Sem metro a circular ao longo do dia, a pressão transfere-se para os restantes transportes públicos e para o transporte particular, como mostram as imagens das longas filas em Odivelas, Pontinha, Avenida da República, Cais do Sodré, Campo Grande e a Avenida Marginal, uma grande artéria de acesso a Lisboa.
Durante certos períodos da manhã, o Observador testemunhou que para pequenos percursos, como entre o Marquês e o Saldanha, a aplicação da Uber marcava valores na ordem dos 6 euros.
A paralisação foi convocada por seis estruturas sindicais representativas dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa e começou às 5h00 desta quarta-feira, prolongando-se até às 5h00 de quinta-feira, dia 15 de outubro. Segundo a empresa, a circulação será apenas retomada às 6h30.
Os sindicatos justificam a greve com a falta de trabalhadores, os atrasos nos processos de recrutamento e formação e o recurso continuado a trabalho suplementar e ao prolongamento de turnos. Em comunicado, as estruturas sindicais denunciam a “ausência de respostas efetivas para situações de pressão e condicionamento” dos trabalhadores.
https://observador.pt/2026/10/13/metro-de-lisboa-encerra-esta-quarta-feira-greve-de-24-horas-convocada-por-seis-sindicatos-nao-tem-servicos-minimos-de-circulacao/
A paralisação acontece apesar do acordo assinado a 13 de abril entre a administração do Metro e os sindicatos, que tinha permitido suspender uma greve prevista para o dia seguinte. O compromisso previa o reforço dos recursos humanos, a calendarização de novos recrutamentos, a formação de encarregados e inspetores e o cumprimento das escalas de serviço.
Segundo os sindicatos, porém, poucos dias depois da assinatura do acordo já tinham sido identificadas situações que contrariavam o entendimento alcançado, tendo as organizações sindicais alertado a administração para os problemas que continuavam por resolver.