Acompanhe o nosso liveblog sobre conflitos internacionais
O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) desaconselhou viagens à Arábia Saudita, na sequência dos ataques a aeroportos, apelando à comunidade portuguesa para que evite deslocações não essenciais.
Segundo o aviso divulgado no Portal das Comunidades Portuguesas, face às atuais perturbações no tráfego aéreo, geradoras de adiamentos e cancelamentos de voos, o MNE aponta viagens terrestres como alternativa de transporte para entrar e sair da Arábia Saudita, “que poderão ser equacionadas em função das necessidades individuais, sempre que as condições de segurança o permitam”.
As recomendações surgem na sequência dos “reiterados ataques” com origem no Iémen a infraestruturas aeroportuárias na Arábia Saudita, incluindo ao Aeroporto Internacional King Khalid, em Riade, e o Aeroporto Internacional King Fahd, em Dammam.
O MNE apela à comunidade portuguesa para evitar deslocações não essenciais e para se manter atenta às orientações e instruções das autoridades locais, podendo a embaixada ser contactada através do número +966 54 756 6139.
Para o Gabinete de Emergência Consular, que funciona 24 horas, foram divulgados os números +351 217929714 e +351 961 706 472.
A Embaixada em Riade também dispõe de um grupo de WhatsApp onde publica atualizações em tempo real, cujo link poderá ser partilhado a pedido dos interessados, acrescenta o MNE.
A Arábia Saudita anunciou três ataques contra o aeroporto da capital, Riade, desde sexta-feira, que causaram mais de 15 mortos e centenas de feridos.
Os Houthis, que controlam Sanaa (capital do Iémen) desde 2014, reivindicaram nas últimas semanas vários ataques com drones e mísseis balísticos contra instalações civis e militares sauditas, incluindo aeroportos e infraestruturas energéticas.
Os insurgentes iemenitas não são o único grupo que lançou ataques contra o território da Arábia Saudita nos últimos meses: o maior produtor de petróleo da OPEP também tem sido alvo de vários movimentos armados pró-iranianos que têm visado infraestruturas energéticas e civis do reino árabe.
A atual escalada entre a Arábia Saudita – que lidera uma coligação militar anti-Houthis, em apoio ao Governo iemenita internacionalmente reconhecido -, e o grupo rebelde eclodiu em meados de julho, quando os insurgentes acusaram Riade de bombardear o aeroporto de Sanaa, para impedir que um avião iraniano aterrasse, embora a ação tenha sido reivindicada pelo Exército iemenita.