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Filme "Maria Vitória" e duas coproduções luso-brasileiras premiadas no Brasil

Longa-metragem de Mário Patrocínio foi eleita, pelo público, Melhor Filme na secção de "Mostra Expectativa". O Festival do Rio, que também premiou duas coproduções brasileiras, terminou no domingo.

Agência Lusa
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A longa-metragem “Maria Vitória”, de Mário Patrocínio, venceu um dos prémios do público de Melhor Filme do Festival de Cinema do Rio de Janeiro (Brasil), numa edição que premiou ainda duas coproduções luso-brasileiras.

O Festival do Rio terminou no domingo com o anúncio dos premiados desta edição, contando entre eles com “Maria Vitória”, de Mário Patrocínio, eleito o Melhor Filme pelo público na secção “Mostra Expectativa”.

“Maria Vitória” é a primeira longa-metragem de ficção de Mário Patrocínio que, em entrevista este ano à Lusa, descreveu como uma narrativa sobre “dores coletivas que atravessam gerações”, na relação dos portugueses com o país e consigo próprios.

O filme é interpretado por Mariana Cardoso, Miguel Borges e Miguel Nunes, os atores que compõem o núcleo familiar desta história rodada na região da Serra da Estrela.

Mário Patrocínio é autor de várias curtas-metragens e dos documentários “Complexo — Universo Paralelo” (2010) e “I Love Kuduro” (2013), filmados fora de Portugal.

No Festival do Rio, foram ainda distinguidas duas coproduções luso-brasileiras: “A Professora de Francês”, de Ricardo Alves Jr, e “144 — Apocalipse Não”, do escritor e realizador João Paulo Cuenca.

“A Professora de Francês” conta com produção da Karõ Filmes, da dupla João Salaviza-Renée Nader Messora, e garantiu a Grace Passô o prémio de Melhor Atriz pelo papel de uma mulher que se confronta com o fanatismo religioso ao regressar ao bairro onde cresceu.

O filme recebeu ainda os prémios de Melhor Ator Secundário para Pedro Goifman e Melhor Banda Sonora para Florencia Di Concilio.

O documentário “144 – Apocalipse Não”, de João Paulo Cuenca, tem coprodução portuguesa pela O Som e a Fúria, de Luís Urbano, e recebeu uma menção honrosa da Associação de Correspondentes de Imprensa Estrangeira.

Segundo a sinopse, o filme remete para os 144 processos judiciais e para as “milhares de ameaças de morte da extrema-direita evangélica” que o escritor brasileiro recebeu depois de ter publicado uma mensagem satírica na rede social X contra Jair Bolsonaro e a Igreja Universal.