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(A) :: Universidade de Bragança, a responsabilidade de decidir!

Universidade de Bragança, a responsabilidade de decidir!

A política tem destas ironias: por vezes, é mais fácil chegar a tempo da fotografia do que estar presente no momento de decidir. Porque é que o PS não o fez quando governou?

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A deliberação da criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior, tomada na Reunião do Conselho de Ministros, realizada em Bragança, no dia 9 de setembro de 2026, é uma decisão histórica para Bragança e para todo o Interior Norte.

É tempo de celebrar, mas também de preservar a memória e contar os factos com rigor.

O mérito do Instituto Politécnico de Bragança, hoje Universidade Politécnica de Bragança, é indiscutível. Ao longo de décadas, dirigentes, docentes, investigadores, trabalhadores e estudantes construíram uma instituição de referência, reconhecida pela qualidade do ensino, investigação, internacionalização e ligação ao território.

Mas uma coisa é construir mérito e reivindicar. Outra é decidir.

Durante anos, a criação de uma Universidade em Bragança foi defendida por diferentes protagonistas. Passaram governos, ministros e maiorias. Passaram também longos períodos de governação do Partido Socialista, sem que a decisão fosse tomada.

Foi o Governo da AD, liderado pelo Primeiro-Ministro Luís Montenegro, que decidiu avançar. Reconhecer este facto não diminui o IPB; confirma que o Governo encontrou, em Bragança, uma instituição sólida e preparada para esta evolução.

A Universidade de Bragança e do Norte Interior é uma decisão estratégica para uma região marcada pelo despovoamento e pela dificuldade em fixar jovens e quadros qualificados. Significa mais investigação, emprego qualificado, ligação às empresas e novas oportunidades de investimento e desenvolvimento para Bragança, para a região e para Portugal. Significa mais valorização do Interior,  coesão territorial, maior capacidade científica e maior projeção internacional.

E é também inevitável colocar uma questão àqueles que hoje se apressam a ocupar um lugar de destaque na fotografia desta conquista. Há quem seja da terra, tenha exercido relevantes responsabilidades governativas e, durante esse tempo, não se lhe conheça uma palavra, uma iniciativa ou uma decisão em favor da criação da Universidade de Bragança. Curiosamente, agora que a decisão foi tomada por outros, descobrem uma antiga proximidade à causa e apresentam-se quase como protagonistas de um caminho que, quando tiveram responsabilidades para o percorrer, preferiram não fazer. A política tem destas ironias: por vezes, é mais fácil chegar a tempo da fotografia do que estar presente no momento de decidir. E a pergunta permanece: se esta evolução era tão necessária, tão justa e tão evidente, por que é que o PS não o fez quando governou?

A resposta fica para cada um.

Quanto aos factos, esses são simples.

O IPB construiu.

A região reivindicou.

Muitos contribuíram.

Mas foi o Governo da AD, liderado por Luís Montenegro, que decidiu.