
A frase
QUE RICO FUTURO ! É assim que os alunos franceses exigem mais professores e escolas mais modernas. Porque são o futuro do país
— Utilizador do Facebook, 04 de outubro de 2026
Carros virados. Uma carrinha a arder. Pessoas a destruírem uma paragem de autocarro. O cenário é de destruição num vídeo que está a ser partilhado nas redes sociais e que está a ser associado aos protestos estudantis em França, que começaram em meados de setembro deste ano.
“Que rico futuro. É assim que os alunos franceses exigem mais professores e escolas mais modernas. Porque são o futuro do país”, condena um utilizador nas redes sociais, que partilhou o vídeo.

É certo que houve registos de tumultos nos protestos estudantis em França. Em várias partes do país, arderam caixotes do lixo e infraestrutura pública foi destruída, tendo havido confrontos com a polícia.
No entanto, este vídeo não mostra a destruição causada pelos protestos estudantis — que estão a ser comparados ao Maio de 68. O vídeo em questão já foi publicado há cerca de quatro anos. Originalmente publicado por Remy Buisine a 24 de dezembro de 2022, o jornalista francês dá conta de “caos no centro de Paris, veículos virados e incendiados”.
https://twitter.com/RemyBuisine/status/1606637135469350913?s=20
Em dezembro de 2022, não ocorreram protestos estudantis. Os episódios de destruição verificaram-se durante as manifestações de apoiantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) em Paris, em reação a um ataque armado que matou três dos seus membros em França.
Conclusão
A destruição que se vê no vídeo partilhado nas redes sociais em outubro de 2026 não mostra o que aconteceu durante os protestos estudantis. O vídeo em causa foi partilhado em dezembro de 2022, durante uma manifestação de apoiantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão em Paris.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.