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(A) :: "Concordo com o campo inclinado mas para o outro lado...": Farioli responde a "farpa" de Van der Gaag sobre arbitragem

"Concordo com o campo inclinado mas para o outro lado...": Farioli responde a "farpa" de Van der Gaag sobre arbitragem

FC Porto conseguiu terceiro triunfo em oito com reviravolta mas final da partida ficou marcado pela crítica de Mitchell van der Gaag à arbitragem. Farioli ouviu e falou para responder da mesma forma.

Bruno Roseiro
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Nem tudo foi perfeito, longe disso. A entrada deixou a desejar, a equipa acabou por ficar pela terceira vez em oito encontros do Campeonato em desvantagem na primeira parte, o intervalo chegou com o empate refeito, o segundo tempo começou com uma lesão que pode ser grave de William Gomes, ala brasileiro que renovou contrato esta semana e que fez uma entorse sozinho quando tentava pressionar o guarda-redes Francisco Vieites. Não faltaram oportunidades para chegar à reviravolta mas foi preciso recorrer à entrada de Oskar Pietuszewski, ainda a entrar de forma intermitente após paragem por lesão, para desbloquear aquilo que se estava a tornar cada vez mais complicado. No final, sobraram três pontos e a oitava vitória consecutiva.

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Apesar das esperadas dificuldades na Madeira frente ao Marítimo, o FC Porto conseguiu reforçar a liderança da Primeira Liga no regresso após o triunfo no clássico, mantendo a campanha 100% vitoriosa na prova no 250.º encontro de Pepê pelos azuis e brancos (sem grandes motivos para festejos pela exibição individual). No entanto, no final da partida, o assunto foi outro, com Mitchell van der Gaag, treinador dos insulares, a falar de um “campo inclinado” em relação à arbitragem e Francesco Farioli a devolver de pronto a crítica.

“Ontem [Sexta-feira] já imaginava o que esperar aqui. Uma equipa muito bem organizada, lutadora. O Marítimo começou muito forte. Ainda assim, e olhando para o jogo, acho que não há dúvidas quanto ao vencedor. Intranquilidade após o golo sofrido? É normal. A abordagem foi positiva. Claro que o golo foi uma chapada que apareceu do nada, mas são coisas que podem acontecer. A reação foi positiva e conseguimos chegar ao empate antes do intervalo, somando também outras boas oportunidades. Concordo com o treinador adversário, quando diz que o campo estava inclinado. Mas para o outro lado… Foram três pontos muito bons”, referiu o técnico dos azuis e brancos, sabendo o que tinha sido dito pelo neerlandês.

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“Gosto de ser muito honesto. Sabíamos que seria um jogo muito difícil, mas nos poucos treinos que fizemos conseguimos um nível muito bom. Hoje os jogadores provaram que estão ligados. Não foi o melhor jogo que já fizemos mas não era fácil jogar neste relvado, é o que é. Competimos bem. Soubemos sofrer, soubemos segurar o jogo nos últimos minutos. É verdade que o Marítimo veio com tudo nos últimos minutos e tivemos de recuar mas foi importante aguentar. Período difícil de Pietuszewski na lesão? É muito difícil. Planeávamos tê-lo connosco na pausa para as seleções mas acabou por ser chamado e é difícil controlar as cargas assim. Ontem [Sexta-feira] perguntei-lhe quantos minutos achava que conseguiria jogar, respondeu 15 ou 20 minutos. Entrou e resolveu…”, prosseguiu o italiano, antes de apontar baterias à partida na Liga dos Campeões com o Betis, em Sevilha, onde não deverá contar com o lesionado William Gomes.

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“O tornozelo é uma zona difícil. Claro que agora está lá dentro a sorrir mas vamos ver… Vamos preparar bem o próximo jogo, estudar o nosso adversário e recarregar baterias. O jogo de hoje, física e mentalmente, exigiu muito. Agora é preparar o próximo e chegar ao encontro na nossa melhor forma, com o desejo de ir a Espanha fazer uma grande exibição”, concluiu Francesco Farioli na flash interview da SportTV.

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“Apesar da derrota, a minha equipa está de parabéns e novamente com casa cheia, com os adeptos sempre a apoiar a equipa. Foi importante continuar esta dinâmica de lutar, como temos feito, e isso é algo que os adeptos estão a reconhecer em nós. Fizemos uma primeira parte muito bem conseguida, claro que o FC Porto com mais posse de bola, mas fomos tendo oportunidades e marcámos o primeiro golo. Depois, baixámos as linhas, porque sabíamos que eles iam pressionar mais e infelizmente sofremos o golo antes do intervalo. Na segunda parte, o FC Porto mais pressionante no último terço, mas depois a paragem fez bem à equipa. Não sabia era que o campo era tão inclinado nos Barreiros…”, tinha dito antes Mitchell van der Gaag.