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(A) :: O melhor ficou guardado para o fim: Miguel voltou a voar e acaba treinos livres no Estoril em 4.º (ou seja, como "melhor dos outros")

O melhor ficou guardado para o fim: Miguel voltou a voar e acaba treinos livres no Estoril em 4.º (ou seja, como "melhor dos outros")

Vermelho no primeiro setor dava esperanças, a confirmação foi demorando – mas apareceu na última volta: Miguel Oliveira entrou no 1.35 e acabou com o quarto melhor tempo do dia atrás das três Ducatis.

Bruno Roseiro
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Apesar de ter pontuado menos do que até aí em Assen, no Grande Prémio dos Países Baixos, Miguel Oliveira chegou ao fim de semana no Balaton Park Circuit, na Hungria, sendo um dos principais candidatos ao outro lugar que ficava em aberto no pódio depois das Ducati de Nicolò Bulega e Iker Lecuona. Antes, por exemplo, tinha conseguido três terceiras posições consecutivas no Autódromo Internacional de Portimão. No entanto, e depois de mais um pódio na corrida 1, tudo mudou na sequência da queda que sofreu na corrida superpole do dia seguinte: foi tocado por Andrea Locatelli, envolveu-se num aparatoso acidente com Sam Lowes, sofreu uma concussão, contraiu um problema mais sério no ombro esquerdo. O Falcão perdeu aí as “asas”.

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Depois das ausências na Rep. Checa e em Aragão, Miguel Oliveira voltou em Misano mas não mais teve as condições que conseguira para lutar por pódios – o máximo que fez a partir daí foi uma sexta posição na corrida superpole dessa prova em Itália. A BMW não foi conseguindo desenvolver a moto para o piloto português (e ainda menos para o companheiro, Danilo Petrucci), criou-se um fosso em relação a todas as outras principais equipas, as quedas sofridas em corrida também não foram ajudando. Era por isso que o regresso ao Estoril, 14 anos depois da prova feita quando estava ainda com uma Suter Honda no Moto3, se tornava “especial”, quase como um reencontro com uma zona de conforto que lhe permitisse ser melhor.

https://observador.pt/2026/09/27/no-dia-da-ascensao-de-bulega-o-falcao-voltou-a-ir-ao-chao-miguel-oliveira-soma-nova-queda-em-cremona-na-corrida-de-consagracao-do-italiano/

Para reforçar essa ideia, a passagem por Portugal permitiu que o Autódromo Fernanda Pires da Silva desse o nome de Miguel Oliveira à curva sete do circuito já depois de um banho de multidão que teve em Sintra e no Estoril. “Nunca esperei ter uma curva com o meu nome mas aceito com muito orgulho. Sinto que ainda tenho tanto para dar, que nunca parei para refletir na carreira que construí até agora. Mas tem sido uma carreira com feitos históricos e também com muitas dificuldades. Coloquei muita gente a ver corridas de motos, isso toca-me muito. Deixa-me, sobretudo, com vontade de fazer mais por todos os que merecem ver a melhor versão do Miguel Oliveira. Prometo que vou dar tudo em pista neste fim de semana. A Curva 7 já tem um nome e espero que façam umas boas ultrapassagens aqui”, comentou o português nessa homenagem.

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“Não existe nem esperança, nem responsabilidade, nada disso. Quero simplesmente desfrutar do fim de semana e fazer o meu melhor para brindar o público com um bom espetáculo e um bom resultado. Esse é o mote e o meu objetivo. Fazer três pódios como consegui em Portimão? Assinava já por baixo se fossem outros três pódios, como em Portimão. Queremos terminar bem estes dois fins de semana [Estoril e Jerez de la Frontera], sobretudo a nível de dados e experiência recolhida para podermos acertar na direção que queremos tomar para o futuro, com a nossa moto e a BMW”, comentou na antecâmara da estreia.

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Os primeiros sinais, esses, foram melhores do que fizera na última prova em Cremona mas ainda a alguma distância das outras principais marcas, terminando a primeira sessão de treinos livres da penúltima prova do Mundial de Superbike com o décimo melhor tempo (1.36,490), a rodar meio segundo mais rápido do que o companheiro de equipa Danilo Petrucci (1.36,930) mas longe dos mais rápidos, não só o já campeão Nicolò Bulega (1.35,546) mas também outros pilotos que não os três da Ducati que dominaram a manhã.

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Na sessão vespertina, aí, a história foi diferente. Após ter andado durante largos minutos na sexta posição, Miguel Oliveira ainda rodou em quinto, desceu a sétimo mas guardou o melhor para o final – literalmente: na sequência de algumas voltas de vermelho no primeiro setor mas sem conseguir confirmar o tempo na parte final, o piloto português conseguiu pela primeira vez chegar à fasquia do 1.35 e terminou o dia com o quarto registo mais rápido, apenas atrás das Ducati de Nicolò Bulega, Alberto Surra e Iker Lecuona.

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