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Porta-aviões USS Lincoln regressa à base em San Diego após longa missão 

Tripulação recebeu a Menção Honrosa Presidencial, a mais alta distinção que uma unidade pode receber. Viagem ficou marcada por relatos de stresse e problemas de saúde mental entre os tripulantes.

Agência Lusa
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O porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln regressou esta sexta-feira à Baía de San Diego, após uma missão de duração recorde — 265 dias no mar — relacionada com o conflito no Irão e marcada por relatos de condições precárias entre a tripulação.

Com o pano de fundo do centro da cidade californiana de San Diego, dezenas de marinheiros posicionaram-se no convés do porta-aviões enquanto a embarcação se aproximava do cais, onde as famílias aguardavam visivelmente entusiasmadas, segurando flores e balões e tocando sinos.

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, aterrou no porta-aviões na quarta-feira para entregar à tripulação a Menção Honrosa Presidencial, a mais alta distinção que uma unidade pode receber, geralmente reservada para feitos significativos em combate.

Hegseth refutou o que descreveu como tentativas de transformar o “Lincoln em algum tipo de símbolo — um símbolo de disfunção, de moral baixa ou de uma missão falhada”.

O porta-aviões atraiu a atenção nacional após relatos de stresse e problemas de saúde mental entre a tripulação, bem como escassez de mantimentos e produtos de higiene, durante a missão relacionada com o conflito no Irão.

A Marinha desvalorizou inicialmente quaisquer problemas durante a missão, e o Presidente Donald Trump comentou, em agosto, que a longa permanência do Lincoln no mar “não foi, de longe, longa o suficiente”.

Entre os primeiros a desembarcar assim que o navio atracar na base naval de Coronado estarão 64 pais que conhecerão os seus bebés pela primeira vez, informou a Marinha norte-americana.