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(A) :: Liceu Francês em Lisboa fecha portas para evitar bloqueio de alunos inspirado nos protestos que agitam França

Liceu Francês em Lisboa fecha portas para evitar bloqueio de alunos inspirado nos protestos que agitam França

Direção diz, numa nota enviada aos encarregados de educação, que agiu em articulação com Embaixada de França. Os protestos naquele país, que começaram há 15 dias, já levaram 250 mil pessoas às ruas.

Manuel Nobre Monteiro
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O Liceu Francês Charles Lepierre, em Lisboa, decidiu encerrar as instalações durante a manhã desta quinta-feira devido a riscos de segurança relacionados com uma alegada preparação de um bloqueio por parte de alunos do ensino secundário. A reabertura da instituição está prevista para as 14h00, apurou o Observador.

“Tendo em conta as últimas informações de que dispomos, que dão conta de riscos para a segurança relacionados com a organização de um bloqueio por parte dos alunos do ensino secundário do LFCL, e de forma a garantir a segurança de todos, foi decidido, em articulação com a Embaixada de França em Portugal, adiar o início das aulas de quinta-feira, 8 de outubro, para todos os alunos do estabelecimento”, lê-se numa mensagem enviada aos encarregados de educação, a que a SIC Notícias teve acesso.

A direção adianta que será feita uma nova “atualização da situação por volta das 11h00” e que a hora de retomada das aulas será comunicada posteriormente. Os alunos do ensino secundário estariam a preparar um bloqueio semelhante aos que têm ocorrido nas escolas francesas nas últimas semanas.

Os protestos estudantis em França começaram há cerca de duas semanas, inicialmente numa escola secundária da região de Paris, e alargaram-se entretanto a várias zonas do país. As manifestações têm sido motivadas por queixas relacionadas com a falta de professores, a sobrelotação e as condições de ensino, tendo quase 900 estabelecimentos sido afetados por bloqueios e encerramentos.

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Na terça-feira, mais de 250 mil pessoas participaram nos protestos em várias cidades francesas, segundo os dados divulgados pelas autoridades e pelo Governo. Quase 500 pessoas foram detidas e mais de 40 polícias ficaram feridos. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, acusou a esquerda radical de querer “lançar o país no caos” antes das eleições presidenciais de 2027 e de alimentar a violência durante os protestos.