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(A) :: Perdeu logo o rádio, manteve a sintonia e acabou campeão: Roglic vence contrarrelógio dos Europeus, Nelson ficou a 10 segundos do top 10

Perdeu logo o rádio, manteve a sintonia e acabou campeão: Roglic vence contrarrelógio dos Europeus, Nelson ficou a 10 segundos do top 10

Numa temporada abaixo do esperado e com apenas uma vitória nos Nacionais, Primoz Roglic fez a festa em casa e deu a primeira medalha (logo de ouro) à Eslovénia nos Europeus. Nelson Oliveira foi 15.º.

Bruno Roseiro
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Não havia Remco Evenepoel, depois de ter conquistado aquele que era o único título internacional que ainda lhe faltava pela Bélgica. Também não havia Filippo Ganna, ex-campeão mundial do contrarrelógio que podia ir à procura de uma das poucas conquistas que lhe faltam na estrada e na velocidade. E também não estavam nomes como Wout van Aert, Joshua Tarling, Mikkel Bjerg ou Mathias Vacek, baixa de última hora, além da principal estrela que iria elevar os Europeus na Eslovénia, Tadej Pogacar. Era um pelotão quase em crise, era um pelotão com várias unidades em busca da sua oportunidade. Entre eles estava Nelson Oliveira.

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Aos 37 anos, o experiente corredor da Movistar, que teve como ponto alto o feito histórico de concluir 24 Grandes Voltas consecutivas, algo que nenhum corredor tinha alguma vez alcançado (dez Tours, dez Vueltas e quatro Giros), voltava a ser a principal figura de Portugal na prova, num papel reforçado pela ausência de João Almeida nestes Europeus a par de António Morgado depois de terem estado – de forma discreta – no Campeonato do Mundo. E, com o leque de 44 participantes substancialmente reduzido no peso dos principais nomes, a possibilidade de chegar a um top 10 no contrarrelógio ganhava um outro peso.

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“Até ao momento, fazemos um balanço positivo deste Campeonato da Europa, sobretudo pela atitude e compromisso demonstrados pelos nossos atletas. Na corrida de Sub-23 masculinos tivemos uma equipa ativa e presente nos momentos importantes, com o Daniel Moreira a confirmar uma excelente prestação ao terminar no nono lugar. Agora, no contrarrelógio, partimos com ambição. É uma prova com vários especialistas de grande nível mas acreditamos que temos condições para lutar por um lugar no top-10. O Nelson tem experiência, qualidade e características para estar nessa discussão, e o Tiago [Antunes] terá também a oportunidade de procurar uma boa prestação. Queremos terminar este Europeu a lutar pelo melhor resultado possível para Portugal”, apontara o atual selecionador nacional, Valter Sousa.

https://twitter.com/FedPortCiclismo/status/2106783351981904266

A meta não ficou longe. Mais concretamente, ficou a dez segundos. Numa prova de trás para a frente, depois de um registo mais modesto no primeiro parcial que foi corrigido no segundo e abriu expetativas de um top 10, Nelson Oliveira acabou a prova na 15.ª posição a apenas dez segundos do espanhol Iván Romeo, de quem se esperava também mais. Já Tiago Antunes, que impressionou pelos registos que foi deixando no primeiro e no segundo parciais, fechou o contrarrelógio no top 20, com mais 20 segundos do que Oliveira.

https://twitter.com/FedPortCiclismo/status/2107874909632225292

Na frente, o vencedor foi um nome bem conhecido mas que nem por isso deixou de ter a sua ponta de surpresa, tendo em conta o rendimento ao longo de um 2026 que poderá marcar a saída da Red Bull-Bora: Primoz Roglic, grande figura da Eslovénia perante a ausência de Tadej Pogacar, perdeu o contacto via rádio logo no primeiro quilómetro mas nem por isso deixou de ir marcando tempos que superavam a concorrência, contando também com o apoio extra dos muitos compatriotas que se foram espalhando pelo percurso para ser o mais rápido com o tempo de 28.16, menos sete segundos do que o francês Bruno Armirail.

https://twitter.com/Eurosport_ES/status/2107855577158209807

Desta forma, Roglic, que aos 36 anos leva um currículo de respeito entre quatro triunfos na Vuelta e mais um no Giro (só não ganhou o Tour, com uma segunda posição em 2020 e um quarto lugar em 2018), teve meia hora em que pareceu regressar aos tempos que lhe valeram uma medalha de ouro no contrarrelógio dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, chegando à segunda vitória do ano… após ter ganho os Nacionais. O também francês Maxime Decomble foi a grande surpresa da prova ao conquistar a medalha de bronze a 28 segundos do esloveno, com o top 10 a ser fechado por Ilan van Wilder (Bélgica, a 33”), Stefan Küng (Suíça, 35”), Kasper Asgreen (Dinamarca, 45”), Marco Frigo (Itália, 55”), Jakob Söderqvist (Suécia, 56”), Callum Thornley (Grã-Bretanha, 56”) e Iván Romeo (Espanha, 57”). Nelson Oliveira fechou a 1.07 de Roglic.

https://twitter.com/cyclingontnt/status/2107903560616710363