Duas décadas, 207 jogos e 125 golos depois, Lionel Messi termina esta terça-feira a sua carreira como internacional argentino, depois de ter anunciado a despedida no final de agosto. O último jogo com a albiceleste vai ser um particular com o Benin, que fecha a atual pausa para seleções. Porém, o evento está planeado para ser muito mais do que um simples confronto desportivo.
A bola rola às 20h no estádio Monumental em Buenos Aires (00h em Lisboa), mas a cerimónia de homenagem ao capitão argentino, organizada pela Associação de Futebol Argentina (AFA), começa ainda antes de as equipas entrarem nas quatro linhas com atuações musicais, detalha o El País. Ao intervalo, irá haver mais atuações e para depois do apito final, está planeada uma “cerimónia de encerramento surpresa”.
https://observador.pt/2026/08/31/obrigado-deus-por-me-teres-feito-argentino-20-anos-e-muitos-momentos-sonhados-depois-lionel-messi-deixa-a-selecao/
Nas bancadas, com lotação esgotada, vão estar mais de 85 mil espectadores, entre os quais os antigos colegas de Messi na seleção que, em 2022, foi campeã do mundo no Qatar e que não foram convocados para os jogos da última semana ou outros, como Ángel Di María e Nicolás Otamendi, que já se despediram da seleção e as respetivas famílias. Apesar dos preços, os bilhetes para o jogo esgotaram em poucos minutos.
Os convocados para defrontar o Benin vão participar na festa com um equipamento especialmente desenhado para a despedida, que já foi revelado por Messi nas suas redes sociais e colocado à venda na semana passada. Na véspera da despedida, o capitão recorreu uma vez mais às redes sociais para assinalar os últimos momentos de treino com os colegas. “Momentos especiais que sei que vou ter saudades”, escreveu na legenda das fotografias.
Horas antes de entrar em campo, Messi voltou a deixar uma nova declaração de amor à seleção, desta vez num vídeo publicado pela Adidas — marca que patrocina o jogador e a albiceleste. “Chegou o momento. Saio em paz, dei tudo de mim. Esta camisola foi o meu sonho, o meu orgulho e a minha vida. Obrigado por me amarem tanto. Vou ter saudades”, afirma o capitão argentino.
O vídeo, que recorda vários momentos da carreira internacional de Messi ao som da música “Gracias a la vida” (Agradeço à vida, em tradução simples), da cantora argentina Mercedes Sosa, termina com o atacante a aproximar-se da camisola 10 da Argentina, pendurada num cabide, que ajeita antes de se afastar, numa imagem que simboliza o encerramento de uma etapa iniciada há mais de duas décadas.
Fora do Monumental, os adeptos que não conseguiram bilhetes vão poder acompanhar o jogo num ecrã gigante montado na Cidade Universitária de Buenos Aires, a poucos minutos do estádio. Além da transmissão em direto, o evento para os fãs intitulado “Gracias, Leo”, conta ainda com atividades a partir do meio-dia local. A cerimónia obrigou ao reforço dos serviços de segurança e transportes na cidade, mas a festa vai muito além da capital.
Na cidade natal de Messi, Rosario, foi montada uma camisola gigante com o número 10 do capitão e a palavra “Obrigado” ao lado do Monumento Nacional da Bandeira. A homenagem, revelada esta segunda-feira, vai contar ainda com a transmissão de um “espetáculo audiovisual” sobre a carreira da estrela do futebol, desde as suas raízes na cidade até ao presente.
Desde a estreia, em 2005, o avançado marcou 125 golos e fez 66 assistências pela Argentina, sendo o jogador com mais internacionalizações, o melhor marcador e o que mais assistências fez na história da seleção.
Messi disputou seis Mundiais — Alemanha2006, África do Sul2010, Brasil2014, Rússia2018, Qatar2022 e Estados Unidos, México e Canadá2026 –, somando 21 golos em 34 encontros, além de ser o melhor marcador da história das eliminatórias sul-americanas, com 36 golos.
Pela Argentina, o histórico futebolista conquistou o Mundial2022, as Copa América de 2021 e 2024, a Finalíssima de 2022, o Mundial de sub-20 de 2005 e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Pequim2008.
Notícia atualizada às 22h45 com o vídeo de despedida publicado nas redes sociais