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(A) :: PS acusa Moedas de contradições no caso do Elevador da Glória e PSD vota contra voto de saudação à República na AML

PS acusa Moedas de contradições no caso do Elevador da Glória e PSD vota contra voto de saudação à República na AML

Na Assembleia Municipal de Lisboa, socialistas usaram as comemorações do 5 de outubro para confrontar Moedas com declarações contraditórias sobre as vítimas do Elevador da Glória.

Agência Lusa
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A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) saudou, esta terça-feira, o aniversário da implantação da República, com os socialistas a apontarem contradições no discurso de Moedas nas comemorações do 5 de outubro e o PSD a responder com o voto contra.

Os votos de saudação do Livre, PS e PSD foram esta terça-feira discutidos na reunião da AML e aprovados, o do PSD por unanimidade, o do Livre com o voto contra do Chega (e do CDS-PP apenas num ponto) e os votos favoráveis das restantes forças políticas (PSD, IL, PS, Livre, PCP, BE, PEV e PAN).

Já o voto apresentado pelos socialistas levantou alguma controvérsia, devido à intervenção do deputado Hugo Gaspar, que destacou o discurso do presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) nas cerimónias de segunda-feira, nos Paços do Concelho, quando afirmou que a República “começa a morrer quando os seus cidadãos deixam de acreditar nela”.

“Deixam de acreditar quando ouvem uma coisa à segunda-feira e o seu contrário à sexta”, considerou o socialista, exemplificando com as declarações de Moedas um mês depois do acidente do Elevador da Glória, quando afirmou que tinha contactado todas as famílias das vítimas.

“Um ano depois”, acrescentou, “essas mesmas famílias escreveram uma carta aberta. Dizem-se esquecidas. Para muitas, o único contacto direto desta Câmara em 12 meses foi o convite para a inauguração de um memorial”, tendo Carlos Moedas respondido que por “uma questão de lei” não pode contactar aquelas pessoas.

O deputado socialista vincou que “as duas afirmações não podem ser ambas verdadeiras” e que quando Moedas é confrontado com esta questão “ofende-se com a politização, como se a falta fosse de quem pergunta e não de quem faltou à palavra perante um povo de luto”.

Este voto foi, então, aprovado, mas com o voto contra do PSD, CDS-PP e Chega.

“O PSD em nada é contra o voto escrito e entregue a esta Assembleia Municipal, mas não podemos deixar de protestar a forma como o Partido Socialista utilizou o seu tempo de discurso para vilipendiar uma data comemorativa deste género”, apontou a deputada social-democrata Liliana Fidalgo, numa declaração de voto oral.