O produtor português Paulo Branco vai ser um dos homenageados da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no Brasil, que começa no dia 15, com a atribuição do prémio Leon Cakoff, revelou a organização.
Em nota de imprensa, a mostra de cinema explica que, por ocasião da 50.ª edição, vai “homenagear personalidades do cinema que há décadas se dedicam a construir as suas carreiras de maneiras originais, criativas e marcantes“.
Entre os três homenageados com o Prémio Leon Cakoff (nome do fundador da Mostra) está Paulo Branco, de 76 anos, que a organização considera um “daqueles produtores incansáveis, à moda antiga, quase românticos, do cinema mundial” e a quem estão associados “inacreditáveis 300 filmes”.
Na Mostra de São Paulo, prevista de 15 a 29 de outubro, vai ser exibida uma seleção dos filmes por ele produzidos, entre os quais “Silvestre” (1981), de João César Monteiro, “Francisca” (1981), de Manoel de Oliveira, ou “O Estado das Coisas” (1982), de Wim Wenders.
O festival inclui ainda três produções recentes de Paulo Branco: “O Barqueiro“, de Simão Cayatte, “Memórias do Cárcere“, de Sérgio Graciano, e “Aquí“, de Tiago Guedes.
De acordo com a produtora Leopardo Filmes, Paulo Branco, Sérgio Graciano e Tiago Guedes vão estar presentes no festival a acompanhar as exibições dos filmes.
Além destes filmes, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo também selecionou outros filmes portugueses, quase todos na secção “Perspetiva Internacional”.
São eles “18 Buracos para o Paraíso”, de João Nuno Pinto, “A Providência e a Guitarra”, de João Nicolau, “Cherchez La Femme”, filme póstumo de António da Cunha Telles, “Ela Olhava sem Nada Ver”, de Fanny Ardant, “Guerrilha no Asfalto”, de Edgar Pêra, “Neste Quarto”, de Ana Rocha de Sousa, e “Projeto Global”, de Ivo Ferreira, além de “Rochas Vermelhas”, de Bruno Dumont, que tem coprodução portuguesa.
Há ainda filmes com envolvimento de produtoras portuguesas noutras secções, como a longa-metragem de animação “Ana, en passant”, de Fernanda Salgado, “144 – Apocalipse Não”, de J.P. Cuenca, ou o projeto de realidade virtual “Ranaldo/Singer – Against the Light”, de Fred Riede.