Os EUA exigiram esta segunda-feira às autoridades russas informações “de forma rápida e transparente” sobre um eventual caso de peste pneumónica que pode ter estado na origem da morte de uma investigadora que trabalhava num laboratório na Sibéria.
“Estamos cientes das notícias sobre um caso fatal de suposta peste pneumónica na região de Irkutsk, na Rússia. Acompanhamos a situação de perto, juntamente com os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças e os nossos demais parceiros interinstitucionais”, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado à agência Europa Press. Contudo, as autoridades norte-americanas destacam que poucos detalhes sobre o caso foram confirmados, razão pela qual incentivaram Moscovo a “partilhar informações precisas de forma rápida e transparente”.
“A peste é uma doença conhecida e pode ser tratada com antibióticos comuns, especialmente se o tratamento for iniciado a tempo. Casos ocorrem naturalmente em muitas partes do mundo”, explicou a mesma fonte.
As autoridades russas já afirmaram que a situação epidemiológica na região de Irkutsk “está estável”, após a implementação de uma série de medidas de emergência nos últimos dias. Devido à profissão da investigadora, foram estabelecidas “medidas epidemiológicas abrangentes” para lidar com a situação, incluindo a “identificação do maior número possível de pessoas que possam ter tido contactos com a cientista”, explicou o Serviço Federal de Supervisão da Proteção e do Bem-Estar do Consumidor da Rússia (Rospotrebnadzor).