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(A) :: A reunião foi há três semanas, o "anúncio" surge antes do evento do UNUM: Benfica apresenta propostas para a arbitragem à FPF

A reunião foi há três semanas, o "anúncio" surge antes do evento do UNUM: Benfica apresenta propostas para a arbitragem à FPF

Na antecâmara do primeiro evento público do UNUM, que reúne vários benfiquistas de diferentes tendências, clube confirmou reunião com FPF a 11 de setembro sobre o mesmo tema: a reforma da arbitragem.

Bruno Roseiro
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Surgiu como um mero movimento, sem intenções (pelo menos a curto prazo) de entrar em qualquer corrida eleitoral, com o único propósito de juntar benfiquistas dos mais variados quadrantes para analisar o clube, detetar os problemas e projetar soluções – num debate aberto a todos e com as conclusões a serem entregues à Direção e restantes Órgãos Sociais do clube com o intuito de tornar o Benfica mais forte. Nome: UNUM, o mote inspirado no “E Pluribus Unum” – “de muitos, um”. E com 32 figuras a darem a cara pelo projeto.

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“O UNUM apresenta-se publicamente como uma casa de ideias benfiquista, criada para reunir conhecimento, experiência e diferentes perspetivas em torno de um propósito comum: contribuir para um Benfica mais forte e mais vencedor. Assenta em quatro princípios: compromisso, independência, pluralidade e consequência. Compromisso porque o Benfica é o ponto de partida e o critério final. Independência para pensar o clube com autonomia e sentido crítico. Pluralidade para reunir gerações, percursos, opiniões e sensibilidades diferentes. Consequência para transformar estudo, análise, dados e contributos em propostas úteis”, anunciou o movimento na primeira apresentação pública, ainda em forma de um mero comunicado.

Criou-se alguma expetativa no universo encarnado para perceber o primeiro passo do UNUM e o mesmo não demorou: esta terça-feira, o movimento vai ter o primeiro evento público, neste caso sobre arbitragem: “Em vez de se limitar à análise de casos concretos, o paper organiza a sua proposta em seis pilares e 17 medidas, com implementação faseada e preocupação com a viabilidade jurídica e financeira. Entre as medidas apresentadas, destacam-se: criar uma estrutura operacional autónoma para a arbitragem profissional, com direção, orçamento e prestação de contas próprios, separação funcional, regras claras de nomeação e fiscalização externa. O objetivo é reduzir conflitos de interesses, clarificar responsabilidades e reforçar a independência e a credibilidade do sistema. Implementar o fora de jogo semiautomático em todos os recintos da Liga, através de um sistema certificado e de uma dotação de seis milhões de euros suportada pela FPF, reduzindo o erro manual, o tempo de decisão e as desigualdades tecnológicas entre estádios”.

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Agora, pouco mais de 24 horas antes dessa mesma apresentação que deverá contar com participações de figuras do futebol mundial como os antigos internacionais ingleses Steven Gerrard e Alan Shearer, o Benfica falou de arbitragem, de medidas… e de quatro pilares. De acordo com os jornais Record e A Bola, os encarnados entregaram à Federação Portuguesa de Futebol, na sequência de uma reunião que existiu a 11 de setembro, um documento com propostas de reforma para a arbitragem nacional com eixos de atuação estratégicos definidos: independência, profissionalização, transparência e responsabilização. “Foi uma proposta de reforma total e completa da arbitragem com um documento substancial e extenso”, referiu fonte do clube ao Record, explicando algo que aconteceu há três semanas mas só agora se tornou público.

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De acordo com essas mesmas propostas, o Benfica defende a criação de uma entidade autónoma da FPF, da Liga e dos clubes para a gestão da arbitragem “com mandatos fixos, desfasados de ciclos eleitorais e sob concurso internacional”, separação dessa entidade independente em relação à avaliação dos árbitros, profissionalização do VAR, bónus por mérito e o inverso para desempenhos insatisfatórios. “A excelência tem de ser distinguida e premiada”, defendeu o mesmo documento que foi entregue pelo Benfica.