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Ex-príncipe André contesta judicialmente os mandados de busca usados na sua detenção

Detido em fevereiro por suspeita de má conduta, irmão de Carlos III quer que os mandados que permitiram buscas nas suas propriedades sejam declarados ilegais. Audiência está marcada para quinta-feira.

Manuel Nobre Monteiro
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André Mountbatten-Windsor está a contestar judicialmente a legalidade dos mandados de busca utilizados pela polícia britânica antes da sua detenção, em fevereiro deste ano, por suspeita de má conduta no exercício de cargos públicos.

De acordo com a BBC, os advogados do ex-príncipe André apresentaram um pedido de revisão judicial contra o chefe da polícia de Thames Valley e o Central Criminal Court, que autorizou os mandados a 18 de fevereiro, um dia antes da detenção. O antigo duque de York pretende agora que os mandados — que permitiram às autoridades revistar a sua propriedade em Sandringham e a antiga residência Royal Lodge, em Windsor — sejam considerados ilegais e anulados.

Para esse efeito, está marcada uma audiência no High Court para esta quinta-feira, dia 8 de outubro, perante o juiz Hilliard. A sessão começará à porta fechada, uma vez que o magistrado irá analisar primeiro um pedido da polícia para manter alguns documentos do processo em segredo.

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A polícia britânica confirmou, entretanto, a existência do processo judicial. “Enquanto a nossa investigação sobre os abusos de funções públicas prossegue, estamos envolvidos em processos judiciais relacionados com mandados anteriormente obtidos junto do Central Criminal Court. Como estes processos estão atualmente a decorrer, seria inadequado fazermos mais comentários”, afirmou um porta-voz da Thames Valley Police, citado pelo The Guardian.

Mountbatten-Windsor foi detido a 19 de fevereiro, no dia em que completou 66 anos. A detenção ocorreu depois de terem sido divulgadas novas informações relacionadas com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Entre os documentos divulgados estão emails que aparentam mostrar o irmão de Carlos III a partilhar documentos oficiais com Epstein e outras pessoas numa altura em que desempenhava funções como enviado comercial do Reino Unido. O antigo príncipe foi interrogado e acabou por ser libertado sob investigação.

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A investigação da polícia pode abranger várias formas de abuso de funções públicas, incluindo a divulgação de informação confidencial, má conduta financeira, negligência deliberada de funções, corrupção, conflitos de interesses e conduta fraudulenta.

André perdeu os títulos de príncipe e de duque de York após uma conversa com o Rei Carlos III e a sua família mais próxima, na sequência das suas ligações a Epstein. O antigo príncipe tem negado de forma consistente qualquer irregularidade relacionada com a sua relação com o empresário norte-americano.