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(A) :: Quais são os países com F16 que ainda não compraram F35?

Quais são os países com F16 que ainda não compraram F35?

Dos onze EM da OTAN que, além dos EUA, operam ou operaram F16 são pois nove os que já compraram F35, a que se somam quatro que, apesar de não terem nunca operado F16, também já o fizeram.

Luís Barreira de Sousa
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Tem havido algum debate no espaço público entre os que defendem e os que se opõem à substituição preconizada pela Força Aérea Portuguesa (FAP) dos nossos 27 F16 operacionais por outros tantos F35, cuja despesa total foi estimada em 5 mil milhões de euros ao longo de 20 anos, ou seja, 250 milhões de euros por ano, o equivalente, por exemplo, a 6,5 por cento do orçamento do MDN aprovado para este ano.

Contudo, nem sempre os intervenientes no debate tiveram o cuidado de informar com precisão como nos comparamos nessa matéria com os outros estados-membros (EM) da OTAN, ou com os países ocidentais não europeus, o que decerto ajudaria a compreender a preferência da FAP.

Desde logo que Portugal, entre os onze EM da OTAN que, além dos EUA, operam ou operaram F16, é um dos dois únicos que ainda não compraram F35, sendo que o outro, a Turquia, foi afastado do projeto em 2019 porque entretanto comprara mísseis anti-aéreos SS-400 à Rússia.

Dos onze EM da OTAN que, além dos EUA, operam ou operaram F16 são pois nove os que já compraram F35, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Grécia, Holanda, Itália, Noruega, Polónia e Roménia, a que se somam quatro que, apesar de não terem nunca operado F16, também já o fizeram, Alemanha, Chéquia, Finlândia e Grã-Bretanha.

E são cinco os países ocidentais que, não sendo EM da OTAN, tanto na Europa, Suíça, como na Ásia, Austrália, Coreia, Japão e Singapura, também já compraram F35, embora só dois deles operem F16, Coreia e Singapura.

Além da Turquia, e de Portugal, os outros detentores de F16 que não compraram F35 são Chile, Egipto, Marrocos, Paquistão e Taiwan.

Nenhum dos caças à venda no mercado produzidos por EM europeus da OTAN são de quinta geração sendo, por conseguinte, essa a razão mais provável pela qual todos os aliados europeus que operam ou operaram F 16, com as duas únicas exceções referidas, compraram F35.

Acresce que os membros, por ora apenas três, do projeto ocidental mais consolidado de caça de sexta geração, o Programa Aéreo de Combate Global (Global Combat Air Programme), isto é, Grã-Bretanha, Itália e Japão, compraram 100 caças F35 cada um, não sendo assim provável que um país que não opere já F35 possa vir a aderir a esse projeto.

Apesar destas informações não serem naturalmente as únicas que pesam na decisão dos países que operam F16 e ainda não compraram F35, é importante que quem se pronuncia sobre ela não as desvalorize ou escamoteie.